Posto de mais rico do País sob ameaça

Eike pode ceder lugar a Jorge Paulo Lemann

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h06

Em março, Eike Batista apareceu na sétima posição na lista dos mais ricos do mundo da revista Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões.

Se a mesma lista, com os mesmos números de março, fosse divulgada ontem pela manhã, segundo a revista, o brasileiro apareceria na 46.ª posição. E, se fosse publicada hoje, seria possível, também de acordo com a Forbes, que Batista já não fosse mais o homem mais rico do Brasil, perdendo o posto para Jorge Paulo Lemann, acionista das gigantes AB Inbev e Burger King.

Ontem pela manhã, os cálculos da Forbes indicavam que a fortuna de Eike Batista, antes aparentemente inalcançável para qualquer outro bilionário brasileiro, estava em US$ 14,5 bilhões.

Na lista publicada em março, o segundo mais rico do Brasil era o banqueiro Joseph Safra, com US$ 13,8 bilhões. Sua fortuna também encolheu levemente de lá para cá, e ontem era estimada em US$ 12,6 bilhões.

Já Jorge Paulo Lemann tinha, em março, US$ 12 bilhões. Recentemente, porém, um grande negócio deu um impulso a esses números: a volta do Burger King à Bolsa de Valores de Nova York, com a venda de uma fatia de 29%. A operação captou US$ 1,4 bilhão, e avaliou a rede de sanduíches em US$ 4,83 bilhões.

Com isso, pelos números da revista, a fortuna de Lemann saltou para US$ 13 bilhões, fazendo dele o segundo homem mais rico do Brasil. E, com a derrocada das ações das empresas do grupo EBX nos dois últimos dias, ele pode ter alcançado o primeiro lugar - a Forbes não havia feito esses cálculos até ontem à noite, mas já admitia a possibilidade.

Claro que, como boa parte da riqueza dos bilionários é calculada com base nos preços das ações das empresas das quais são sócios, esses números mudam o tempo todo. De qualquer forma, ficou bem mais distante o sonho de Eike Batista de se tornar o homem mais rico do mundo. O líder da lista, o mexicano Carlos Slim, tinha em março US$ 69 bilhões.

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