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Postos de gasolina lançam cartão próprio

A Associação Brasileira do Comércio de Combustíveis Automotivos (Brascombustiveis) e o Sindicato do Comercio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro) lançaram hoje um cartão de crédito próprio, batizado de Gascard. O produto é destinado ao pagamento de combustível nos postos que se credenciarem.A utilização e o funcionamento serão os mesmos do cartão tradicional. A novidade é mais um capítulo da batalha travada há alguns anos entre as empresas de cartões e os postos de gasolina, que reclamam das altas taxas de administração cobradas (em torno de 2,7% sobre cada operação), além do valor do aluguel dos equipamentos de leitura.Os donos de postos alegam que este custo não cabe na margem de lucro do negócio, que encolheu muito depois da liberalização dos preços do combustível. Só com o aluguel dos equipamentos, o Sincopetro estima um faturamento às administradoras de cartão de R$ 5 milhões por mês.O Gascard, de acordo com o presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia, será gerido por uma empresa que fará a função das administradoras tradicionais, a R3, formada por ex-funcionários dos grandes players do setor, como Visa, Credicard, Visanet, junto com três bancos, cujos nomes não foram revelados.A taxa cobrada do posto será de 1,5%. "Dá e sobra para cobrir o custo da estrutura", disse Gouveia hoje, durante a abertura da Posto Shopping 2002 - Feira Internacional de Postos de Serviços e Lojas de Conveniência, que acontece até sexta-feira em São Paulo.Ele argumenta que, para o consumidor, a vantagem será a ausência de anuidade e os descontos e prêmios que devem ser lançados. Os cartões serão oferecidos nos próprios pontos-de-venda e poderão ser usados posteriormente em qualquer outro posto, desde que esteja credenciado. Os cartões de credito comuns continuarão a ser aceitos.Com base em uma pesquisa feita pelo Sincopetro, Gouveia acredita que 80% dos postos do Brasil irão aderir ao Gascard, que começará a ser vendido em setembro. A entidade estima que atualmente cerca de 40% do combustível comercializado no País seja pago com cartão.

Agencia Estado,

25 de junho de 2002 | 19h55

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