Postos repassarão aumento integralmente, diz Sincopetro

Os postos de combustíveis repassarão o reajuste dos preços da gasolina integralmente, segundo a avaliação do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia. Ontem, a estatal anunciou que a partir de hoje as refinarias teriam seus preços elevados em 10,8% e que, nas bombas, o reajuste seria de 4,5%."O governo não tem vara de condão na mão para saber de quanto será o reajuste na bomba porque o mercado é livre", argumentou. Segundo ele, sua posição não seria terrorista porque ele leva em consideração que os repasses possam ficar até mesmo abaixo do porcentual divulgado pelo governo. "Mas não tenho a menor dúvida de que o repasse será total", afirmou. De acordo com o presidente da Sincopetro, os proprietários de postos não teriam como "segurar os preços" porque precisam formar capital de giro.ConcorrênciaGouveia admitiu que nas primeiras semanas após anúncios de elevação de preços a tendência é que o repasse seja mais agressivo. "A primeira semana é de adaptação do mercado, depois a concorrência pesa mais sobre a composição dos preços", disse.Ele também disse que acredita que o consumo não deverá ser reduzido em função dessa elevação porque, segundo o presidente da Sincopetro, atualmente os carros são usados mais para o trabalho. "Ninguém usa mais o carro para passear", afirmou. Novos aumentosO presidente do Sincopetro afirmou ainda temer que novos reajustes venham a ser anunciados pelo governo. "Há especialistas afirmando que a defasagem de preços interna ante os internacionais é de 30%, o que nos faz pensar que mais 20% de aumento possa vir por aí", calculou. O Sincopetro congrega aproximadamente 7 mil postos de serviços no Estado.

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