Potash obtém lucro recorde no 1º trimestre com forte demanda

Produtora de potássio lucrou US$ 732 mi, valor 65% superior aos US$ 444 mi obtidos um ano antes

Filipe Domingues, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 18h54

A companhia canadense de fertilizantes Potash Corp of Saskatchewan, maior produtora mundial de potássio, registrou lucro recorde no primeiro trimestre. Diante do resultado, a empresa elevou levemente a previsão de lucro para o ano, já que a firme demanda global por alimentos estimula as vendas de nutrientes agrícolas. A Potash lucrou US$ 732 milhões, ou US$ 0,84 por ação, no primeiro trimestre, valor 65% superior aos US$ 444 milhões, ou US$ 0,49 por ação, obtidos um ano antes. Os resultados ficaram em linha com as estimativas da empresa e acima da previsão média dos analistas consultados pela Thomson-Reuters, de US$ 80 por ação.

A receita somou US$ 2,20 bilhões no trimestre, ante US$ 1,71 bilhão no mesmo período do ano anterior e também acima dos US$ 2,01 bilhões esperados pelos analistas. A companhia informou que a forte demanda e a elevação de preços nos três segmentos de fertilizantes - potássio, fosfato e nitrogênio - resultaram em margem bruta recorde no primeiro trimestre, de US$ 1,1 bilhão, ante US$ 729 milhões no ano anterior.

A margem bruta do segmento de potássio atingiu o recorde de US$ 743 milhões, elevação de 40% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume das vendas de potássio totalizou 2,8 milhões de toneladas, alta de 13%. Os preços médios realizados totalizaram US$ 366/t, o que representa US$ 45/t acima daqueles do mesmo período do ano passado. A margem bruta do segmento de fosfato mais do que dobrou, para US$ 150 milhões, enquanto a margem do nitrogênio saltou 50%, para US$ 203 milhões.

A Potash estima que o lucro do segundo trimestre alcançará de US$ 0,70 a US$ 0,90 por ação. O lucro no ano atingirá de US$ 3 a US$ 3,40, segundo a companhia, o que está um pouco acima de sua estimativa mais recente até então, de US$ 2,80 a US$ 3,20 por ação.

Em conferência, o executivo-chefe da Potash, Bill Doyle, disse que os preços dos alimentos devem permanecer altos "num futuro próximo". Ele afirmou que a alta atual é diferente do colapso observado em 2008, que foi conduzido em parte pelo salto dos preços do petróleo. Desta vez, a alta dos alimentos está espalhada pelo mundo e em todos os tipos de safras: "Agora é uma questão global e não há correções rápidas", comentou.

Doyle estimou a demanda global por potássio em 2011 entre 55 e 60 milhões de toneladas, mais do que as 53,3 milhões de toneladas do ano passado. E a oferta deve ser menor do que a demanda. "Há muita pressão sobre a oferta global de alimentos. Todos os países estão sob severa pressão."

A canadense prevê que a margem bruta do segmento de potássio em 2011 somará de US$ 2,7 a 2,9 bilhões, enquanto os embarques totalizarão de 9,6 a 10 milhões de toneladas, embora haja capacidade para mais de 11 milhões de toneladas para atender demanda adicional.

Atualmente, a companhia opera um quinto da capacidade de produção global de potássio e pretende expandir minas já existentes para aumentar a capacidade em mais de 50% até 2015, alcançando 17,1 milhões de toneladas. O Canadá detém quase metade das reservas de potássio do mundo e produz cerca de um terço do potássio global. As informações são da Dow Jones.

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