Potência energética do setor sucroalcooleiro é de 3,48 mil MW

Geração a partir da biomassa da cana-de-açúcar pode crescer ainda mais se houver modernização, diz

Gustavo Porto, da Agência Estado,

08 de maio de 2008 | 14h56

A potência instalada de energia elétrica a partir da co-geração da biomassa da cana-de-açúcar é de 3,48 mil MW/hora e a utilizada é de 3,08 mil MW/hora no setor sucroalcooleiro, conforme o estudo Perfil do Setor do Açúcar e do Álcool no Brasil, feito em 343 unidades produtoras pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Da potência instalada, 2,76 mil MW/hora estão em unidades da região Centro-Sul do Brasil e 727 MW/h em usinas de co-geração a partir da queima do bagaço nas usinas do Nordeste. No entanto, apenas 508 MW/h dessa energia estão nas 48 térmicas a biomassa interligadas à rede de distribuição e são comercializadas, 33 delas no Centro-Sul e 15 no Norte e Nordeste. Os 2,51 mil MW/h restantes são em parte utilizados no consumo interno pelas próprias usinas ou ainda são perdidos. Para Ângelo Bressan, técnico da Conab que coordenou o estudo, a energia gerada é limpa e, se houver uma modernização nos equipamentos de produção, com implantação de caldeiras de alta pressão, "o potencial de produção pode saltar para 10 mil a 15 mil MW/h no Brasil", afirmou. Metade da potência instalada em energia elétrica a partir da co-geração, ou 1,74 mil MW/h, está em usinas paulistas, a maioria com caldeiras de baixa pressão, com baixa produtividade na geração. Outro entrave do setor é a falta de ligação das unidades produtoras com a rede de alta tensão.

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