Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Potências da UE querem congelar orçamento

Intenção é não permitir que gastos até 2020 cresçam em ritmo superior à inflação

Leigh Thomas, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2010 | 00h00

Em carta conjunta enviada à Comissão Europeia neste sábado, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Finlândia e Holanda pediram para que o Orçamento da União Europeia (UE) seja congelado até 2020, no mínimo.

Endereçada ao presidente da Comissão, José Manuel Barroso, a carta dizia que não se deve permitir que o Orçamento conjunto da UE cresça a um ritmo mais acelerado do que o da inflação projetada para o Orçamento de longo prazo do bloco referente ao período posterior a 2013.

"O gasto público europeu não pode ser poupado dos consideráveis esforços já empreendidos pelos países membros no sentido de controlar seus próprios gastos públicos", dizia outro trecho da carta, divulgada pela presidência francesa.

Em meados de 2011, os 27 países que formam a União Europeia devem dar início às negociações para o Orçamento de longo prazo, que deve compreender o período que vai de 2014 até 2020 ou além.

O Orçamento do ano que vem foi definido em 126,5 bilhões, sendo mais de 40% do total destinados à agricultura e um terço ao auxílio para as regiões mais pobres.

A carta conjunta foi assinada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, pela chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, e a primeira-ministra da Finlândia, Mari Kiviniemi.

Cameron aproveitou uma reunião de cúpula da UE realizada em Bruxelas na sexta-feira para reunir apoio em torno de um Orçamento menos oneroso, dizendo aos repórteres que o bloco "precisava agir para limitar o Orçamento".

Entretanto, é provável que as tentativas de chegar a um acordo para a definição de um Orçamento mais apertado se deparem com uma oposição considerável por parte dos países mais pobres do Leste Europeu - atualmente os principais beneficiados pela generosidade da UE.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, por exemplo, já disse que seu país resistiria aos cortes. Vários países da União Europeia, como Grécia, Irlanda e Portugal, enfrentam a desconfiança dos mercados financeiros em relação à sustentabilidade de suas dívidas públicas. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.