Pouca água e consumo recorde de energia explicam apagão

Desligamento que afetou 16 milhões de pessoas foi causado por queimada perto de cabos que levavam energia importada de outras regiões para socorrer o Nordeste

29 de agosto de 2013 | 10h58

 SÃO PAULO - O apagão que deixou o Nordeste no escuro chama a atenção para dois fatores que, combinados, colocam todo o sistema elétrico nacional em risco. O nível dos reservatórios e o aumento do consumo.

Gráficos preparados pelo Estadão Dados mostram que o acúmulo de água nos reservatórios do Nordeste é o mais baixo em dez anos.

Um dos motivos, além da falta de chuvas, é o crescimento do consumo de eletricidade, que não para de crescer desde o racionamento de energia em agosto do ano 2001.

No Nordeste o crescimento do consumo acompanha o que acontece na economia. A renda da população cresceu acima da média nacional nas últimas duas décadas, como mostra o "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013", divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

  

Os gráficos completos estão disponíveis no blog Estadão Dados.

 

A curva da demanda mostra que o consumo em agosto de 2013 já chega a 10.773 Gigawatts hora, o maior da história. Os gráficos completos estão disponíveis no blog Estadão Dados.

 

Por causa da queda do nível dos reservatórios, diante da seca e do aumento do consumo, a região Nordeste vem aumentando a importação de energia térmica de outras regiões. A queimada no Piauí desligou os cabos de transmissão que transportam a energia que falta à região. Em consequência, 16 milhões de pessoas ficaram sem energia entre as 15h e as 17h30 na quarta-feira, 28.

A tabela abaixo mostra o aumento da 'importação' de energia pelo Nordeste.

 

Os gráficos completos estão disponíveis no blog Estadão Dados.

 

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