Poucas empresas seguem boa governança

Se a norma de estabelecer incentivos para os fundos de pensão aplicarem parte de seus recursos em empresas que adotem a governança corporativa for seguida à risca, apenas três companhias hoje no mercado seriam beneficiadas: Livraria Saraiva, Ultrapar e IdeiasNet.Elas são as únicas que estabelecem em seus estatutos o critério de tratamento igual para todos os acionistas com direito a voto - um dos principais princípios da boa governança. Isso significa que no caso de venda do controle, os demais acionistas minoritários receberiam o mesmo valor, o que não acontece hoje com as demais empresas. Apenas o dono do bloco de controle recebe o prêmio na hora da venda e o novo dono, em geral, fecha o capital e paga menos aos demais acionistas.Por conta do baixo número de empresas que seguem esse perfil, o governo deverá ser mais flexível ao estabelecer as regras de aplicação dos recursos, acredita Paulo de Sá Pereira, diretor de Estratégia de Investimentos da Lloyds Asset Management. Caso se leve em conta apenas a questão da transparência, porém, a situação das empresas brasileiras melhora, especialmente as quase cem companhias de maior porte que já lançaram seus papéis no exterior por meio de American Depositary Receipts (ADR) - certificado, emitido por bancos norte-americanos, que representa ações de uma empresa fora dos Estados Unidos. Quase todas adotam as regras mais rígidas do mercado americano de abertura de dados e proteção ao acionista também no Brasil.

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