Poucas exigências são o atrativo do penhor

Para penhorar um bem e conseguir o empréstimo no Caixa Econômica Federal basta ser maior de 21 anos e levar carteira de identidade, CPF, comprovante de residência e os bens a serem penhorados. O limite a ser pago pela instituição é de 80% do valor da avaliação do bem. Para valores até R$ 300, cobram-se juros mensais de 2,95% e, acima disso, de 3,5%. O valor mínimo para penhora é de R$ 30. Ou seja, a avaliação de bem no valor de R$ 36. Entre os primeiros cinco meses do ano passado e os cinco primeiros deste ano, o negócio cresceu 12%. A superintendente Nacional de Produtos Bancários da Caixa Econômica Federal, Celina Lopes, afirma que muitas pessoas não usam o penhor para empréstimo, mas para guardar jóias. "Acaba sendo mais barato que um cofre no banco e ainda mais seguro do que guardar em casa. São 10% dos casos registrados."De acordo com uma pesquisa realizada pela Caixa Econômica Federal, o penhor de jóias é usado em 70% dos casos para saldar dívidas pessoais. Os valores médios de crédito ficam entre R$ 250 e R$ 300. A maioria que recorre à operação - 78% dos clientes - já a utilizou mais de uma vez. Além disso, as mulheres respondem por 74% do negócio.A faixa etária de quem contrata o penhor fica entre 30 e 49 anos de idade - 55% dos clientes -, com renda média mensal familiar entre cinco e 20 salários mínimos. E 10% das pessoas penhoram o bem como forma de guardá-las com segurança nos cofres da Caixa. Cuidado, renovação sai caroNão se pode esquecer do prazo para resgate do bem mediante pagamento do empréstimo - 28, 56 ou 84 dias -, do contrário ele vai para leilão. Uma vez vencido, o débito pode ser renovado quantas vezes o cliente quiser, mas, para isso, é necessário pagar novamente os juros e todos os encargos do contrato, de acordo com o prazo fixado anteriormente (veja no link abaixo o valor destes encargos para cada prazo). O prazo também pode ser mudado no momento da renovação. Segundo Celina Lopes, o cliente faz o resgate quantas vezes quiser. "Queremos dar oportunidade para o resgate do bem. Não temos interesse em levar o bem para licitação (leilão). Isto só acontece em 1% dos casos".

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