Poucos argentinos poupam para eventual demissão, diz pesquisa

Levantamento aponta que 28% dos argentinos teriam reservas pessoais que durariam apenas uma semana

Marina Guimarães, da Agência Estado,

23 de setembro de 2009 | 10h39

São poucos na Argentina que poupam para enfrentar uma eventual demissão. De acordo com uma pesquisa da Bumeran, principal empresa de classificados online de emprego do país, 28% dos argentinos disseram que as poupanças pessoais durariam somente uma semana em caso de uma dispensa sem indenização. Isso acontece mesmo com o aumento do índice de desemprego de 8% no segundo trimestre de 2008 para 8,8% no segundo de 2009, segundo os índices oficiais.

 

Conforme o levantamento, outros 23% responderam que as economias poderiam pagar os gastos por um período entre duas e quatro semanas, enquanto que porcentagem igual de entrevistados disse poder viver com o que guardou por um ou dois meses. Somente 15% afirmaram ter uma reserva suficiente para passar entre três e cinco meses desempregados. Apenas 12% afirmaram possuir dinheiro capaz de pagar os dispêndios por mais de seis meses.

 

"A pesquisa mostra que o trabalhador nunca pensa que pode perder seu emprego ou sofrer uma demissão em condições desfavoráveis no que diz respeito à indenização por parte da empresa", afirmou o CEO (chief executive officer) da Bumeran, Nicolás Tejerina, ao jornal "El Cronista". A sondagem mostrou ainda que a falta de previsão financeira não é exclusividade dos argentinos. A Bumeran mostrou que o escasso nível de planejamento financeiro é alto nos demais países latinos.

 

Diante da pergunta sobre quanto tempo o entrevistado pode viver com o montante poupado em caso de ser demitido sem receber reparação, 37% dos chilenos responderam que a poupança alcançaria somente uma semana ou menos, e 7,95% têm economia para mais de seis meses. Na Colômbia, essa proporção foi de 23,20% e 4,25%, respectivamente, enquanto que, no Peru, foi de 25,54% e 7,69%. Na Venezuela, as cifras foram similares: 27,31% poderiam viver uma semana com as economias e somente 7,85% honrariam os gastos por mais de seis meses.

 

Instituto

 

Na semana passada, o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina (Indec) informou que, no segundo trimestre desse ano, o país registrou 1,4 milhão de desempregados, 135 mil mais que em igual período de 2008 e 40 mil mais que nos primeiros três meses de 2009.

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