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Poucos negócios na semana mas dólar não pára

A semana está transcorrendo sem muita movimentação nos mercados, em grande parte por causa do feriado de amanhã. Na sexta-feira, os negócios serão retomados, mas a expectativa é de ainda menos entusiasmo. Sem grandes novidades no noticiário político e econômico, as cotações têm oscilado pouco, mas as fortes incertezas com o cenário no longo prazo preocupam os investidores. O resultado é que o dólar não pára de subir.Ontem o dólar bateu novo recorde histórico. No fechamento, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 2,4050, com alta de 1,09%, depois de atingir a máxima de R$ 2,4070. O fato é que as preocupações com as diversas crises levam o investidor a comprar dólares - ou títulos cambiais, o que dá praticamente no mesmo - para proteger seus recursos. Como não aparecem vendedores, mesmo com poucos negócios, as cotações seguem em alta.As principais incertezas são quanto ao tamanho e os efeitos da crise energética, e das incertezas em relação à sucessão presidencial do ano que vem. A popularidade do governo - que já não era grande - despencou depois do anúncio do racionamento. A possibilidade de mudanças na política econômica com a vitória de algum candidato da oposição é vista com apreensão no mercado.Além disso, ainda é cedo para comemorar o fim da crise argentina. A troca dos títulos com vencimento de curto prazo agradou e prova disso é que as taxas no mercado de juros já caíram significativamente. Porém, agora resta a tarefa de promover a retomada da economia e de cumprir as metas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ontem o governo argentino divulgou o déficit nas contas públicas de maio, que, apesar da arrecadação recorde, ficou em US$ 1,11 bilhão. O problema é que para cumprir a meta semestral acertada com o Fundo, as contas em junho devem fechar com um superávit de US$ 200 milhões.Além disso, a persistente desaceleração econômica dos Estados Unidos prejudica o fluxo de capitais para o Brasil. Mesmo com o cenário deteriorado nas duas principais economias sul-americanas, especula-se que uma forte retomada nas bolsas em Nova York poderia dar um impulso aos mercados brasileiros. Mas, de qualquer forma, os números mostram que o comportamento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está cada vez mais descolado das bolsas norte-americanas, provavelmente devido às crises locais.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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