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Poupança cresce, enquanto fundos populares encolhem, diz site

Relatório do site financeiro Fortuna afirma que total depositado na poupança não para de crescer desde 2006

Mariana Segala, da Agência Estado,

19 de maio de 2009 | 18h31

Enquanto a boa e velha caderneta de poupança engorda, os fundos de investimento conservadores oferecidos pelos principais bancos de varejo encolhem. É o que mostra relatório do site financeiro Fortuna, especializado em fundos de investimento. De acordo com os dados compilados no levantamento, o total depositado na poupança não para de crescer desde dezembro de 2006. Na época, a caderneta somava depósitos de R$ 188 bilhões, que subiram para R$ 235 bilhões em dezembro de 2007, R$ 270 bilhões em dezembro de 2008, alcançando R$ 275 bilhões no fechamento de abril deste ano. O salto foi de 46% nos últimos dois anos e quatro meses.

 

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O resultado foi o oposto entre os fundos conservadores (de renda fixa, curto prazo e referenciados DI) oferecidos pelos principais bancos de varejo aos investidores pessoa física, compilados na Seleção AE Fortuna de Fundos Populares. No mesmo período, o patrimônio total depositado nas 189 carteiras da seleção recuou quase 8%: eram R$ 203 bilhões em dezembro de 2006, R$ 195 bilhões em dezembro de 2007, R$ 182 bilhões em dezembro de 2008 e R$ 187 bilhões registrados em abril. No mês passado, destaca o relatório do Fortuna, os depósitos na poupança superavam o patrimônio dos fundos conservadores populares em 47%. "O avanço da poupança sobre os fundos de investimento ocorreu tanto entre as contas com menor volume de aplicação quanto entre as contas com maiores saldos", segundo o levantamento.

 

Os depósitos da poupança superam o patrimônio dos fundos até determinado nível de aplicação. Em dezembro, as cadernetas com saldos de até R$ 100 mil somavam depósitos totais de R$ 201 bilhões, mais que o dobro dos R$ 99 bilhões de patrimônio acumulados pelos fundos populares de renda fixa, curto prazo e DI com aplicação mínima de até R$ 100 mil. Quando se consideram as contas de poupança com saldo mais polpudo, acima de R$ 100 mil, as cadernetas somavam depósitos de R$ 70 bilhões em dezembro, enquanto os fundos com aplicação mínima de R$ 100 mil tinham patrimônio de R$ 83 bilhões - diferença de 20% em favor dos fundos.

 

Com a proposta de passar a cobrar Imposto de Renda sobre os rendimentos das poupanças de grandes investidores (com saldo na caderneta superior a R$ 50 mil), o governo pode reverter o fluxo para as contas com mais de R$ 100 mil e redirecioná-lo para os fundos que exigem aplicações iniciais mais altas, conclui o relatório. "No entanto, ao não alterar a remuneração mínima da poupança (de 6,17% ao ano mais Taxa Referencial, a TR), o fluxo de recursos para contas com saldo de até R$ 100 mil deve continuar." Sendo assim, a avaliação é de que a opção pela tributação a partir de 2010 não deverá afetar a dinâmica dos fundos voltados a investidores pessoa física, tampouco a evolução dos depósitos na poupança.

 

Na visão do diretor do Fortuna, Marcelo DAgosto, uma alternativa que não está sendo considerada pelo governo deveria ser a primeira a ser tomada: a unificação das alíquotas de Imposto de Renda dos fundos de investimentos e outras aplicações financeiras. "Hoje há muita distorção nas taxas de administração cobradas pelos bancos e uma das razões são as alíquotas diferenciadas", afirma. Atualmente, os rendimentos dos fundos de renda fixa, por exemplo, estão sujeitos a uma tabela regressiva de IR, com alíquotas entre 22,5% e 15%, a depender do prazo da aplicação, enquanto os fundos de ações têm uma alíquota fixada em 15%. "A unificação das alíquotas permitiria saber o valor justo da taxa de administração de um fundo."

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