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Poupança perde mais R$ 6,5 bi em maio e retirada chega a R$ 38,8 bi no ano

Em meio ao aumento de desemprego e alta da inflação, retiradas da caderneta foram as maiores dos últimos 21 anos

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2016 | 15h52

O volume de recursos que os investidores sacaram da caderneta de poupança em maio, já descontadas as aplicações, foi de R$ 6,592 bilhões. Segundo dados do Banco Central, a retirada é a maior em 21 anos para o mês - o pior resultado até então havia sido computado no ano passado, de R$ 3,199 bilhões. No acumulado do ano, o saque na poupança também é recorde e chega a R$ 38,888 bilhões.

De acordo com o BC, o total de aplicações no mês passado foi de R$ 160,931 bilhões e o de saques, de R$ 167,522 bilhões. O estoque desse investimento está em R$ 637,865 bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 3,969 bilhões de maio. Mais uma vez, o patrimônio da caderneta recuou - a sétima queda consecutiva desde novembro de 2015.

O desempenho no mês passado só não foi pior porque no último dia útil de maio ingressaram R$ 3,229 bilhões na caderneta. Até o dia 30, a conta estava negativa em R$ 9,821 bilhões. Esse movimento de arrecadação nos últimos dias é tradicional e ocorre com aumento dos depósitos por causa de aplicações automáticas da conta corrente que alguns investidores já deixam programadas para ocorrer.

 

Juro e inflação. A contínua e acentuada deterioração da caderneta se dá por conta da piora do cenário econômico, com a alta da inflação e do aumento do desemprego. Além disso, outros investimentos se tornaram mais atrativos ao apresentarem rentabilidade maior. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR) - esse cálculo vale para quando a taxa básica de juros (Selic) está acima de 8,5% ao ano e atualmente está em 14,25% ao ano.

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