Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Poupança: saques batem recorde em janeiro, com saída de quase R$ 20 bilhões

Saques somaram R$ 280,1 bilhões no primeiro mês do ano, ante R$ 260,5 bilhões em depósitos

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2022 | 16h08

BRASÍLIA - Com a inflação alta, juros subindo e economia cambaleante, a caderneta de poupança fechou janeiro de 2022 com a maior saída de recursos em um único mês da série histórica do Banco Central, iniciada em 1995. No mês passado, os saques superaram os depósitos em R$ 19,666 bilhões, superando o recorde negativo anterior, que era do primeiro mês de 2021 (R$ 18,154 bilhões).

Em 2021, a caderneta de poupança teve o terceiro pior desempenho anual da história, com retiradas de R$ 35,497 bilhões, após registrar em 2020 o maior saldo da história (R$ 166,310 bilhões), em meio ao auxílio emergencial e à maior tendência das famílias de guardarem dinheiro no início da pandemia de covid-19.

Em janeiro de 2022, os depósitos somaram R$ 260,494 bilhões, enquanto os saques foram de R$ 280,160 bilhões. O mês, tradicionalmente, já tem mais saques que depósitos na poupança, em função das despesas de início de ano. Entre elas, estão o IPTU, o IPVA, a matrícula de filhos em escolas particulares e os gastos com material escolar. 

Considerando o rendimento de R$ 5,398 bilhões no período, o saldo total da caderneta somou R$ 1,016 trilhão no fim de janeiro.

Com a taxa Selic a 10,75% ao ano, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), atualmente em zero, mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17%). Quando a Selic está abaixo de 8,5%, a atualização é feita com TR mais 70% da taxa básica de juros.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.