Powell elogia o Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell, elogiou hoje a economia brasileira, o compromisso com a democracia, o apoio aos Estados Unidos no combate ao terrorismo e as iniciativas comerciais do Brasil. Na abertura da 32ª Conferência de Washington, promovida pelo Conselho das Américas, Powell disse que espera que Estados Unidos e Brasil continuem parceiros. O secretário norte-americano citou o Brasil, brevemente, em seu discurso de quinze minutos, apenas duas vezes. Ao se referir às negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), Powell afirmou que os Estados Unidos estão bastante satisfeitos com o fato de dividir com o Brasil a co-presidência da fase final das negociações da Alca porque vêem o Brasil comprometido com o livre comércio.Cinco países-problema na regiãoO secretário de Estado dos Estados Unidos enumerou os cinco países com maiores problemas para os EUA no Continente: Argentina, Colômbia, Venezuela, Haiti e Cuba.Em relação à Argentina, Powell disse que os Estados Unidos estão dispostos a ajudar o país por meio das instituições multilaterais. E mandou um recado para Buenos Aires: "sozinhas, as reformas econômicas não tirarão a Argentina da crise. O país precisa de um governo mais transparente, cumprimento das regras e menos corrupção." O secretário-assistente para a América Latina, que falou logo após Powell na abertura da Conferência de Washington, transmitida pelo Consulado dos EUA em SP, completou que os EUA estão prontos para ajudar a Argentina a implementar um novo plano que seja acordado com as instituições multilaterais.Sobre a Colômbia, o Departamento de Estado vai ajudar o país a se manter democrático. Na luta entre governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), os Estados Unidos já pedirão ao Congresso autorização para utilizar instrumentos não-permitidos contra a guerrilha. Novas eleições acontecem no país em três semanas.Powell exortou o presidente da Venezuela, Hogo Chavez, a trabalhar em conjunto com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para reforçar as instituições democráticas no país, que passou por um fracassado golpe militar no mês passado. Reich, ao responder pergunta de jornalista, negou que os EUA tenham tido qualquer envolvimento no golpe e reforçou que Washington se opõem a golpes e a desrespeito a constituição dos países. "Esperamos que a crise seja resolvida em paz, democraticamente e de acordo com a Cartilha Interamericana, da OEA.CubaPara Cuba, o Departamento de Estado reforçou o compromisso do governo Bush de ajudar os cubanos a serem livres, pois ninguém quer fazer negócios com uma ditadura. "Vamos usar todo o nosso poder para promover uma transição em Cuba", disse Reich. Powell afirmou que Cuba não pode ficar para sempre fora do comércio regional e reforçou que os EUA querem mudança de poder no país. Para o Haiti, a grande reclamação também é o não-cumprimento de princípios democráticos pelas autoridades.

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