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PPA é um plano de desafio, diz Palocci

O ministro da Fazenda afirmou, na abertura da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto, que o Plano Plurianual de Investimentos (PPA) 2007-2007 é um desafio para a sociedade. "O PPA não é um plano de promessas, mas sim de desafio", afirmou. Na avaliação do minisro, o crescimento econômico brasileiro, nos últimos 20 anos, foi muito pequeno, e o que se coloca agora como desafio é alcançar taxas de crescimento maiores e sustentáveis ao longo do tempo. "Não podemos assistir a mais uma bolha de crescimento, e o PPA nos dá muitas pistas e respostas sobre como alcançarmos o crescimento sustentável", disse.Palocci destacou, ainda, a importância do projeto de parcerias público-privadas que, na opinião dele, será "um instrumento fundamental para o desenvolvimento econômico". Ele afirmou que duas determinações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para este ano são fundamentais para o equilíbrio fiscal do País. São elas, em primeiro lugar, a unificação dos programas sociais, que visa multiplicar os poucos recursos existentes para alcançar mais eficiência e resultados positivos dos programas; e, segundo, a decisão de tratar o equilíbrio fiscal de maneira diferente. "Por isso, ao invés de lançarmos um novo pacote tributário, cortamos R$ 14 bilhões dos gastos do governo. A austeridade começa pelo governo, e não pelo aumento de impostos", concluiu Palocci. ?Bolsa pode ser importantíssima para desenvolvimento?O ministro da Fazenda disse também que o País precisa construir uma pauta visando desenvolvimento do mercado de capitais. "A Bolsa tem mostrado toda uma grande possibilidade de crescimento, como vimos ontem." Na avaliação de Palocci, o mercado de capitais pode ser "um importantíssimo instrumento para o desenvolvimento econômico".?Investimento tem de vir já para evitar gargalos à frente?Palocci também acredita que o setor produtivo tem hoje uma margem que permite um crescimento econômico superior aos 3,5% projetados para 2004. Entretanto, "não é desejável" que essa margem seja utilizada sem a retomada dos investimentos. Isso porque, segundo ele, haveria um crescimento num primeiro momento, mas, no futuro, devido à falta de investimentos, o País enfrentaria novos problemas com gargalos na área de infra-estrutura. "Se esperarmos o crescimento para investirmos, vamos bater lá na frente nos gargalos. Por isso, o investimento tem de vir já", disse Palocci.Na avaliação do ministro, o crescimento econômico do País tem que ter inclusão social. "Não há hipótese de crescimento sem inclusão."

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