PR libera 635 animais retidos por suspeita de aftosa

A Secretaria da Agricultura do Paraná liberou nesta sexta todos os 635 animais que estavam retidos no Centro de Eventos Ismael Sperafico, em Toledo, no oeste do Paraná, desde o dia 12 de outubro, quando terminou a 5ª Expo Toledo. Em razão do foco de aftosa verificado em Mato Grosso do Sul, a quarentena desses animais tinha sido determinada pela secretaria. Cinco animais tinham vindo de Itaquiraí (MS), que fica dentro da área de risco sanitário, em razão do foco em Eldorado.A liberação foi feita após a divulgação de exames parciais, que afastam as suspeitas. "Também tomamos tal medida após constatar que os animais, em observação há 25 dias, não apresentaram sinais clínicos em nenhuma das espécies suscetíveis à febre aftosa", afirmou o chefe do Departamento de Fiscalização, Defesa e Sanidade Agropecuária, Felisberto Baptista. A interdição tinha sido feita em caráter preventivo.Baptista ressaltou que hoje há dois cenários se desenvolvendo no País. Enquanto em Mato Grosso do Sul a doença evolui, com o número de focos aumentando e o surgimento de novas suspeitas, no Paraná as medidas emergenciais são consideradas oportunas. Agora aguarda-se apenas os laudos definitivos, que poderão afastar as suspeitas de contaminação em 19 animais de quatro municípios.DESCOBERTA A febre aftosa foi descoberta na Itália no século XVI.Está presente de forma endêmica em regiões daÁsia, América do Sul, África e OrienteMédio. Houve surtos na Grécia,Taiwan,Argentina, Brasil,Uruguai, Japão e Reino Unido. SINTOMAS A febre aftosa é talvez a doença mais temida pelospecuaristas. Nos animais, ela provoca afta na boca e na gengiva,além de feridas nas patas e nas mamas. A vaca fica em estadofebril, não consegue pastar, perde peso e produz menos leite.Já nos humanos, são raros os casos decontaminação, mas eles não podem ser descartados.Os sintomas são febre leve e calafrios, bem como bolha nasmãos e na boca. Contudo, a doença não chega aprovocar risco de morte entre os humanos. CONTAMINAÇÃO Os animais que podem ser contaminados pelo aftovírus sãobois, porcos, cabras e ovelhas. No caso dos humanos, acontaminação é bem mais difícil e sóacontece se a pessoa ficar em constante contato direto com animaiscontaminados. TRANSMISSÃO o aftovírus pode ser transmitido pelo leite, carne e saliva doanimal doente. A doença também étransmissível para animais pela água, pelo ar e porobjetos e locais sujos. Humanos não transmitem o vírusentre si, mas podem levar na roupa, caso tenham entrado em umaárea onde há aftosa. PREVENÇÃO Não existe tratamento contra a Febre Aftosa e sim medidaspreventivas específicas pelo uso de vacinas. No Brasil, oprocesso mais aconselhável é a vacinaçãoperiódica dos rebanhos, assim como a imunização detodos os bovinos antes de qualquer viagem. Em geral a vacina contra a febre aftosa é aplicada, de 6 em 6meses, a partir do 3º mês de idade. No Estado de SãoPaulo deve ser feita nos meses de março e setembro. Naaplicação devem ser obedecidas asrecomendações do fabricante em relaçãoà dosagem, tempo de validade, método deconservação e outros pormenores.

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