Pratini crê em mudança na política de subsídios agrícolas

O ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes, disse hoje que ficou surpreso durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, realizado em Nova York, ao verificar que não só as grandes empresas, mas também, representantes do Congresso dos Estados Unidos começam a repensar suas posições sobre os subsídios agrícolas e as políticas protecionistas.Durante entrevista à Rádio Eldorado AM, o ministro disse que há três anos era uma "voz solitária" que criticava os subsídios à exportação e pedia uma revisão nas normas internacionais. "Nós já conseguimos vender a idéia de que o comércio internacional de alimentos e de produtos agrícolas está brutalmente prejudicado por estas políticas protecionistas", alertou.Pratini de Moraes afirmou que na Europa já existe uma forte pressão dos consumidores contra os subsídios que, de acordo com ele, custam fortunas aos governos europeus e não trazem benefícios a seus próprios consumidores. Para o ministro, tudo isso trará mais facilidades ao Brasil. "Vamos ter uma negociação viável nesta questão de subsídios à exportação e de acesso ao mercado, o que é bom para o Brasil", afirmou.Com isso, haverá, segundo ele, uma tendência de melhoria nos preços de exportação e de abertura de novos mercados para a exportação brasileira com a conseqüente melhoria na renda do agricultor do País. O ministro, no entanto, sabe tratar-se de uma tarefa difícil, mas acredita que o Brasil conseguirá melhorar sua posição no mercado internacional."Nós vamos ter três anos pela frente de muita discussão em Genebra, mas eu tenho certeza que vamos ganhar a guerra e o Brasil vai se afirmar no plano das carnes, no plano das frutas, no planos dos cereais, como a grande alternativa do mundo para suprimento das necessidades de alimentos", previu o ministro.O ministro da Agricultura defendeu uma posição sólida do Brasil para prosseguir nas negociações e enfrentar a concorrência. Ele acredita que hoje, o Brasil está começando a causar preocupação aos seus concorrentes porque será a maior nação agrícola do mundo dentro de dez ou doze anos."Nós somos a última grande fronteira agrícola do mundo, temos 90 milhões de hectares para plantar sem cortar uma árvore, aproveitando regiões de cerrado e áreas de pastagens que não estão sendo bem utilizadas", concluiu.

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