Pratini decide na próxima semana sobre leilões de algodão

O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, irá decidir no início da próxima semana, com a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que medida o governo irá adotar para retomar os leilões dos estoques públicos de algodão, que foram interrompidos por decisão judicial. Embora o caso ainda esteja sendo analisado pela assessoria jurídica da Conab, o ministro já admitiu que a empresa deverá fazer um novo edital, alterando as últimas regras, que limitaram a participação no leilão à indústria nacional do setor têxtil, excluindo os exportadores. A suspensão dos leilões marcados para o dia 23 e 30 deste mês, de 13 mil toneladas cada um, ocorreu em função de liminar concedida pela 1ª Vara da Justiça Federal de Brasília a pedido da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), para "evitar eventual perecimento de direito". O ministro lamentou a decisão judicial. "Procurei proteger a indústria nacional que, neste momento, enfrenta dificuldades para importar algodão devido a alta do dólar", afirmou. Para o ministro não faz sentido a indústria comprar algodão mais caro do exterior enquanto os estoques oficiais de algodão (90 mil toneladas) são vendidos aos exportadores que irão exportar o produto e se beneficiar da desvalorização cambial. "Já que não podemos dar subsídios como aqueles praticados pelos Estados Unidos, devemos canalizar os estoques para a indústria nacional que está carente de matéria-prima", afirmou. Uma das alternativas que está sendo examinada pela Conab é permitir que os exportadores participem dos leilões mas paguem o ICMs (Imposto sobre Circulação de Mercadorias), já que se trata de uma venda interna do produto.

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