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Pratini: ''''É hora de investir fora''''

Para ex-ministro, câmbio facilita aquisições no exterior

Nilson Brandão Junior, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

As empresas brasileiras não deveriam apenas reclamar do câmbio baixo mas aproveitar e partir para aquisições no exterior. A avaliação foi feita ontem pelo ex-ministro da Agricultura e presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Marcus Vinicius Pratini de Moraes. Segundo ele, o câmbio prejudica as exportações mas torna os ativos no exterior mais baratos para possíveis aquisições."Todo mundo se queixa do câmbio, fica aquela reclamação'''', comentou o ex-ministro, que ontem participou do 27º Encontro Nacional dos Exportadores (Enaex). Segundo ele, o câmbio baixo decorre de três fatores: elevado superávit comercial, juros internos altos e ingresso de investimentos. Disse, ainda, que o Banco Central (BC) não tem caixa para mudar o cenário."Como vamos fazer? O outro lado da moeda é que os ativos no exterior estão muito baratos. Temos de investir no exterior", disse Pratini de Moraes. Ele citou que algumas empresas já adotam a estratégia, como a Vale do Rio Doce, que adquiriu a canadense Inco, e os frigoríficos, que avançam no exterior com a compra de ativos e montagem de rede de distribuição.Segundo ele, as empresas devem "ser competitivas na prateleira para o consumidor". Pratini também avalia que os investimentos fora servem até para criar fontes de importação de componentes para as indústrias brasileiras, a preços mais baixos. "O outro lado da moeda, então, é muito importante."LINHAS DO BNDESAs linhas do BNDES no programa Revitaliza, que tem o objetivo de estimular setores industriais afetados com a valorização cambial, deverão ser anunciadas nos próximos dias. Serão voltadas à produção e exportação de setores como calçados, artefatos de couro, têxtil, confecções e móveis.A informação foi dada pelo superintendente da Área de Indústria e Comércio Exterior do BNDES, Luiz Antonio Dantas, durante o Enaex. O programa, na prática, havia sido anunciado em junho, em Brasília, mas as linhas até então não tinham saído do papel. Dantas também informou que os no âmbito do Exim (linha para comércio exterior) deverão somar ao redor de US$ 4,5 bilhões este ano, ante os US$ 6,3 bilhões liberados no ano passado.

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