Prazo de financiamento menor pode atingir consórcios

Há mais de 45 anos presente no mercado automobilístico, o sistema de consórcios pode ser uma alternativa que o governo considera na sua análise de redução de prestações no crédito ao consumidor, com o objetivo de evitar que a pressão do consumo gere inflação. Em nota, o presidente nacional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Rodolfo Montosa, afirma que "os consórcios não são geradores de inflação, pois trabalham com a programação de demanda e oferta. Por esta razão, fixam empregos e podem manter os níveis da indústria a longo prazo". "Acreditamos que, nesse momento de adequação, o Ministério da Fazenda olhará esse mecanismo como uma opção para o equilíbrio entre o consumo e a manutenção dos níveis de produção."Ainda em nota da Abac, o setor de consórcios diz que "na busca de contenção ao crédito e do perigoso aumento da demanda, o Ministério da Fazenda, segundo as notícias publicadas, fará reuniões com entidades dos setores da cadeia produtiva visando a limitar prazos de parcelamento em até 36 meses. Hoje, pode-se comprar um veículo em até 99 meses". O presidente da Abac afirmou que o segmento, por meio da Associação, vai tentar se reunir com o ministro Guido Mantega visando a apresentar suas idéias.Os consórcios representam atualmente cerca de 10% da comercialização de automóveis no país. O sistema cresceu 0,9% no total de participantes, em janeiro deste ano, registrando 3,45 milhões de consorciados. Enquanto as vendas de novas cotas, que representam a entrada de novos participantes superou 136,1 mil, neste mesmo período, as contemplações somaram 63,8 mil. Só nos veículos automotores há 2,81 milhões de consórcios. Nos imóveis, o total aproxima-se de meio milhão.

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