Prazo para 4G entrar em operação está apertado, diz Claro

Presidente da operadora reclama de demora na liberação do espectro de frequência que será usado pelas companhias

ALINE BRONZATI, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h17

A operadora de telefonia Claro está preocupada com o prazo estabelecido para o início das operações comerciais da tecnologia 4G, de acordo com o presidente da operadora, Carlos Zenteno. A obrigação das empresas é abril de 2013 nas cidades sedes da Copa das Confederações. "Estamos trabalhando para cumprir o cronograma", disse.

Segundo Zenteno, uma das maiores preocupações da companhia é quanto à liberação do espectro de frequência para ser utilizado pelas operadoras. "Isso precisa ser acelerado para que o 4G seja disponibilizado o mais rápido possível. Estamos otimistas e fazendo todas as negociações, mas este processo está bastante devagar."

Na opinião do executivo, o ideal seria, que a liberação do "espectro" ocorresse ainda em novembro porque as operadoras têm somente cinco meses para terminar os testes e liberar as operações comerciais do 4G. A maior dificuldade para implantação da nova tecnologia está nas cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, por conta do porte delas.

Em conversa com jornalistas, o presidente da Claro também falou sobre o Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que vai reduzir as taxas de interconexão móvel - o que significa redução de receita para a companhia. "As empresas vão ter de reformular suas estratégias de negócios", disse. Para compensar as reduções das taxas, a Claro está trabalhando com foco em serviços de dados, pagamentos móveis e banda larga.

Parceria. Ontem, a operadora anunciou uma parceria firmada com o banco Bradesco para atuar no segmento de pagamentos móveis (m-payment). Dentre as iniciativas que estão sendo desenvolvidas em conjunto estão a utilização de cartão pré-pago cobranded (moedeiro) pelo celular e o uso de tecnologia sem contato (NFC, na sigla em inglês) nas transações com plásticos do Bradesco nos aparelhos da Claro.

Os produtos gerados dessa parceria estarão disponíveis para os clientes a partir do ano que vem, independentemente da publicação das regras para os meios de pagamentos móveis. "Se a regulamentação vier, será excelente", diz Marcelo Noronha, diretor executivo do Bradesco.

Previsão de lançamento. O moedeiro cobranded, um cartão pré-pago vinculado a uma linha de celular, deve ser lançado comercialmente no início do segundo trimestre do ano que vem. Já a NFC estará disponível a partir do segundo semestre de 2013, de acordo com Marcio Parizotto, diretor de produtos do Bradesco Cartões.

O cartão pré-pago terá bandeira, segundo Parizotto, nas transações que a exigem. No entanto, ele não revelou qual será a empresa parceira. Sobre a emissão do plástico, ele disse que esta será uma decisão opcional do cliente.

As duas empresas vão compartilhar o resultado financeira da parceira: cada uma fica com 50%.

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