Prazo para resolver lixo nuclear é apertado, diz Eletronuclear

Empresa estatal argumenta que solução dada para o problema no Brasil é a mesma que se usa em todo o mundo

Leonardo Goy, da Agência Estado,

24 de julho de 2008 | 12h57

A Eletronuclear, que será responsável pela construção da usina nuclear Angra 3, julga apertado o prazo dado pelo Ibama para que a empresa apresente uma proposta e inicie a execução de um projeto para solucionar a questão do lixo nuclear. A avaliação foi feita nesta quinta-feira, 24, à Agência Estado pelo assistente da presidência da estatal Leonam dos Santos Guimarães.   Na licença prévia de Angra 3, liberada na quarta, o Ibama pede que a questão do lixo nuclear seja resolvida antes do início da operação da usina. O governo prevê que a obra estará concluída até o final de agosto de 2014. Guimarães lembrou que a França, por exemplo, dona de um parque nuclear de 60 reatores, estipulou um prazo até 2025 para a implementação de depósitos definitivos para o lixo nuclear.   "O que se usa hoje no mundo é basicamente a tecnologia de piscinas, que é o que se faz no Brasil. Não fazemos nada diferente do que se faz no mundo", disse Guimarães.   Ele afirmou que apenas dois países já iniciaram a implantação de depósitos considerados mais seguros e definitivos para o armazenamento do lixo nuclear, Estados Unidos e Suécia. No caso dos EUA, a idéia é de que esses depósitos estejam funcionando a partir de 2017. Ele afirmou ainda o projeto norte-americano prevê a construção de depósitos subterrâneos em estruturas que estejam estáveis por períodos milenares. No caso da Suécia, o plano é construir depósitos abaixo do mar, em estruturas de argila.   Guimarães afirmou ainda que o conceito de estocar o lixo nuclear em minas desativadas "já foi abandonado". Na quarta-feira, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, mencionou que essa seria uma solução possível.   A Eletronuclear entregará ao Ibama as propostas para cumprir as exigências da licença prévia de Angra 3 "no prazo mais curto possível". Guimarães disse ainda que vai tentar chegar a um entendimento comum com o Ibama em relação ao prazo para a solução para o lixo nuclear.

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