finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Pré-sal deve exigir investimentos de US$ 400 bi em 10 anos

A estimativa foi dada pelo diretor da ANP, Haroldo Lima, que reconheceu que ela ainda não é a mais precisa

Leonardo Goy, da Agência Estado,

12 de novembro de 2008 | 13h47

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, estimou nesta quarta-feira, 12, que a exploração e produção de petróleo na camada de pré-sal poderão demandar investimentos de aproximadamente US$ 400 bilhões, em um prazo de 10 anos. Lima, que participou de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores na Câmara que discutiu o pré-sal, ressaltou, porém, que a estimativa ainda não é a mais precisa.   Veja também: O caminho até o pré-sal De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    O diretor da ANP reiterou que as reservas da camada pré-sal devem ser de no mínimo 50 bilhões de barris de petróleo, podendo chegar até a 80 bilhões. Ele afirmou que a Comissão Interministerial que analisa possíveis alterações na Lei do Petróleo para a exploração do pré-sal deverá concluir seus trabalhos e entregá-lo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no começo de dezembro.   Essa previsão representa ligeiro adiamento em relação ao que vem sendo dito pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ambos têm dito que a comissão encerrará suas análises ainda em novembro.   "A comissão não trabalha sob pressão, com relação ao tempo. Nós já previmos encerrar os trabalhos umas duas ou três vezes. Mas na medida que aprofundamos os estudos, vão se levantando novas questões", disse Lima, que não especificou qual seria a nova questão que poderia adiar os trabalhos da comissão. Ele também reforçou que pelo menos mais uma reunião deverá ser realizada para a que seja feita uma síntese das dezenas de horas de discussão da comissão.   Medida provisória   Lima descartou a hipótese de eventuais mudanças na legislação do petróleo para futura exploração do pré-sal serem feitas por meio de medida provisória. "Por medida provisória, não. A idéia não é mexer com MP", afirmou.   Ele também disse que é possível que o Brasil passe a ter mais de um modelo para a exploração de petróleo: um para o pré-sal e outro para as demais regiões, com menos reservas. "Temos muito petróleo previsto para uma determinada região. Mas o País é muito maior do que isso. Podemos trabalhar a idéia de não ter um modelo único para a exploração e produção de petróleo no Brasil", acrescentou.   Em palestra na comissão, Lima afirmou que a maior parte dos países que possui grandes reservas de petróleo adota o modelo conhecido como partilha de produção, no qual o óleo pertence à União e as empresas que ganham contratos de produção recebem pagamento em óleo. Lima ressaltou que o modelo de concessão usado no Brasil hoje, nos campos de produção, é próprio para países com menos reservas, nos quais o investidor corre mais riscos. Entretanto evitou responder se o modelo de partilha é o favorito do governo para o pré-sal.   Lima também reiterou que o relatório da Comissão Interministerial que analisa essas mudanças e que será enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva não terá uma proposta fechada, mas também não será uma proposta aberta demais. "O presidente quer uma opinião. Apresentaremos a ele uma opinião, que é uma linha dorsal com várias alternativas".

Tudo o que sabemos sobre:
PetróleoPré-SalHaroldo Lima

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.