Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Pré-sal estimulou aposta na indústria naval brasileira

A reconstrução da indústria naval brasileira foi um compromisso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já na campanha de 2002, ao eleger-se pela primeira vez. Compromisso referendado em pronunciamentos na Presidência da República e na segunda campanha vitoriosa, em 2006.

Sérgio Torres, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

O setor registrou o ápice na década de 70 e declinou a partir do anos 80. Praticamente extinguiu-se no decênio seguinte quanto à construção de grandes embarcações.

A indústria naval sempre atraiu a atenção de Lula, que em 2002 visitou o estaleiro Verolme (Angra dos Reis, RJ), onde gravou sua propaganda eleitoral. Seu cicerone na ocasião foi o metalúrgico naval e sindicalista Luiz Sérgio, hoje ministro do governo Dilma Rousseff (Relações Institucionais).

"Precisamos ter navios próprios, nacionais, transportando a nossa carga, aquilo que nós produzimos, e também trazendo aquilo que nós compramos. Gera muito dinheiro, gera emprego e gera conhecimento tecnológico." A fala de Lula poderia ter ocorrido naquela visita. Mas, foi dita em 22 de novembro do ano passado, no programa radiofônico "Café com o Presidente".

Com a descoberta do pré-sal, acirrou-se no governo a questão do incentivo à indústria naval. A iniciativa privada foi estimulada a criar estaleiros para a construções dos barcos e plataformas petrolíferos.

Por sugestão governamental, foram priorizados Estados sem tradição no setor, para propiciar opções profissionais, de negócios e empregos em regiões desassistidas. Foi o caso de Pernambuco. Especialistas acham que pode estar aí uma razão preponderante para o atraso na entrega do João Candido.

Não havia no Estado profissionais qualificados para serviço tão complexo. Os cerca de 3,5 mil jovens treinados podem até ter recebido um bom aprendizado. Mas falta-lhes não só experiência. No estaleiro, não têm ao lado operários mais antigos com quem possam aprender na prática.

A Região Sul e o Estado do Rio são, historicamente, os polos da indústria naval brasileira. Neles estão os mais qualificados e experientes operários. Tanto que os dois petroleiros encomendados pela Transpetro após o "João Candido" já estão no mar. O "Celso Furtado" e o "Sérgio Buarque de Holanda" foram construídos em Niterói (RJ), no secular estaleiro Mauá.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.