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Pré-sal pode ter 80 bilhões de barris, diz diretor da ANP

Haroldo Lima, que dirige a agência, já havia criado polêmica com a CVM ao falar sobre reservas de petróleo

Nicola Pamplona e Kelly Lima, RIO, O Estadao de S.Paulo

08 de novembro de 2008 | 00h00

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou ontem que as descobertas do pré-sal na Bacia de Santos podem ter reservas entre 50 bilhões e 80 bilhões de barris de petróleo. Tal volume, disse Lima, inclui apenas as áreas já concedidas pelo governo, que representam 43% da região conhecida como "cluster do pré-sal" em Santos, onde a Petrobrás fez oito descobertas, incluindo o campo gigante de Tupi. A projeção não foi confirmada pela Petrobrás, que mantém estimativa de reservas apenas para Tupi e Iara, com até 12 bilhões de barris, lembrou o gerente executivo de exploração e produção da estatal, Francisco Nepomuceno.As outras seis descobertas ainda estão em avaliação. Mesmo assim, as declarações do diretor-geral da ANP ajudaram as ações da companhia a fecharem o dia em alta de 1,57% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo Lima, a projeção de reservas foi feita com base nos resultados dos trabalhos exploratórios na região. "Recentemente, os prognósticos apontam para um mínimo de 50 bilhões e um máximo, pelos cálculos feitos de forma mais repetida, de 70 a 80 bilhões de barris", afirmou o diretor da ANP, em entrevista concedida logo depois da posse de Magda Chambriard e Allan Kardec Dualibe Barros Filho na diretoria da agência. Em abril, declarações de Lima sobre o potencial de reservas de 33 bilhões para o campo de Carioca - uma das áreas do "cluster do pré-sal" - provocaram críticas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pelo grande impacto que tiveram na movimentação com ações da Petrobrás na Bovespa. Questionado sobre a projeção feita ontem pelo diretor da ANP, Nepomuceno disse apenas que "são números que vem sendo falados no mercado". Segundo Lima, a ANP fez algumas simulações tomando como base o campo de Marlim, maior produtor nacional de petróleo, e chegou à estimativa de que serão necessários mais ou menos 500 poços para desenvolver as reservas do pré-sal. "Isso daria cinco mil quilômetros de poços com aço especial. Poderíamos trabalhar com a idéia de deixar de ser um grande exportador de minério para passarmos a ser grande produtor de aço para o mercado interno." COMISSÃODe acordo com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, a proposta de nova regulamentação do pré-sal deve sair na próxima reunião da Comissão Interministerial. Ele contou que o trabalho não foi concluído na última reunião porque a Petrobrás pediu para fazer "uma apresentação técnico-geológica"."Foi uma apresentação bastante esclarecedora, para dar mais embasamento ao que vamos encaminhar ao presidente'', disse o ministro, comentando que todos os membros da comissão ficaram "empolgados" com o que viram.

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