Pré-sal pouco muda cálculo de reservas

Reservas terminaram o ano em 14,093 bilhões de barris; contribuição do pré-sal é de 920 milhões

Nicola Pamplona, RIO, O Estadao de S.Paulo

16 de janeiro de 2009 | 00h00

O pré-sal teve pouca relevância no cálculo das reservas provadas da Petrobrás ao fim de 2008. A companhia terminou o ano com 14,093 bilhões de barris de óleo e gás, um acréscimo de 173 milhões sobre o final de 2007. Do pré-sal, apenas o Espírito Santo, que contribuiu com 128 milhões dos 920 milhões de barris descobertos no ano.A estatal começou 2008 com descobertas provadas de 13,920 bilhões de barris. Desse total, 747 milhões de barris foram produzidos e 920 milhões comprovados. Com isso, as reservas terminaram o ano em 14,093 bilhões de barris. O volume é dividido em 85% de petróleo e 15% de gás.A companhia passou o ano em uma corrida para cumprir os prazos exploratórios fixados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para as concessões do pré-sal. Apenas dois campos marítimos - Lagosta e Camarupim Leste - foram declarados comerciais no ano passado e ambos estão anexados a outros projetos maiores da estatal. Em 2007, foram três e em 2006, 16. Especialistas dizem que a empresa optou por perfurar o maior número possível de concessões a fim de estender o prazo de exploração. A regulamentação do setor garante às concessionárias um prazo extra para avaliar cada nova descoberta. Esse processo começará este ano em Tupi, maior descoberta na camada pré-sal até o momento, que recebe um teste de longa duração em abril. Nele, a Petrobrás instala em abril uma plataforma para produzir 30 mil barris por dia como avaliação de reservatório. A empresa não indicou de onde vieram os 792 milhões de barris descobertos fora do pré-sal do Espírito Santo. Em 2007, a empresa descobriu 875 milhões de barris. A companhia fechou 2008 com petróleo para 18,9 anos, projeção que leva em conta a manutenção do ritmo de produção atual.

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