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Pré-sal tem reservas provadas de 3,4 bilhões de barris, diz ANP

A agência ainda informou que a estimativa do governo é que o Campo de Libra possa render até R$ 300 bi em royalties em 30 anos

Sabrina Valle e Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

17 de setembro de 2013 | 15h04

RIO - A superintendente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Eliane Petersohn, disse nesta terça-feira, 17, que o pré-sal acumula reservas provadas de 3,4 bilhões de barris de petróleo e de 174 bilhões de metros cúbicos de gás.

O número crescerá à medida que as reservas conhecidas sejam provadas. Franco, por exemplo, tem volume estimado em 5 bilhões de barris, e Libra, de 8 a 12 bilhões de barris. Iara tem volume projetado de 3,5 bilhões de barris. A produção de óleo do pré-sal hoje está em 300 mil barris/dia, vindo basicamente dos campos de Lula e Sapinhoa, disse.

Libra. A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, disse a estimativa do governo é de que o Campo de Libra no pré-sal possa render até R$ 300 bilhões em royalties ao longo de trinta anos de exploração e até R$ 600 bilhões em barris de óleo na participação da União na área durante o mesmo período.

Magda avaliou que o Campo de Libra no pré-sal é tão grande que nenhuma empresa poderá operá-lo sozinha. "O campo é muito grande e o desafio de acesso é muito grande. Vamos demandar poços de até 7 mil metros de profundidade", afirmou. Segundo ela, o desafio operacional, técnico e logístico é extremamente grande e, por isso, embora a Petrobrás tivesse essa capacidade, o mais adequado seria trabalhar em parceria com outras companhias. "A exploração depende da colaboração entre empresas, eu diria até entre países. Parcerias tecnológicas nesses projetos fazem parte do dia a dia e são benefício para o Brasil", completou, em audiência pública da CPI da Espionagem no Senado.

Leilão. A diretora-geral da ANP disse ainda que o leilão do campo de Libra, do pré-sal, marcado para o dia 21 de outubro, "tem todas as condições de seguir em frente". Ela esclareceu que, apesar de 18 empresas terem acessado os dados a respeito da área que será leiloada, 11 companhias pagaram as taxas e oficializaram interesse em participar da disputa. O prazo para entrar no leilão acaba na quarta-feira, 18.

Magda confirmou ainda que a ANP já entrou em contrato com as companhias que participaram da 11ª rodada de leilão de petróleo para saber o interesse delas em áreas que foram arrematadas, mas cujos bônus não foram pagos - como aconteceu no caso da OGX, que não efetuou o pagamento nas áreas em que venceu sozinha. A diretora participou hoje de audiência pública da CPI da espionagem no Senado.

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