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''Precisamos pensar em desenvolvimento''

O assessor da presidência do Ipea, José Celso Pereira Cardoso Junior, afirmou que, por meio do concurso, o Ipea procurou buscar profissionais com uma "visão abrangente em campos específicos". "Não basta uma visão técnica e reducionista. Precisamos pensar em desenvolvimento", declarou.De acordo com ele, a opção por um concurso diferente dos outros foi "deliberada". "Conseguimos um casamento melhor que os anteriores. É gente que também sabe estatística, mas que tem uma formação humanística melhor." Além do concurso de 2008, o Ipea fez prova para contratar servidores em 1996, 1997 e 2004."A prova é uma parte do concurso, que serviu para alargar o escopo de formação e atuação (do Ipea)", disse. Sobre o fato de ter aumentado o número de aprovados com origem acadêmica semelhante à da direção do Ipea, ele afirmou: "É claro que não fizemos pensando em universidades. Mas fico feliz, porque a USP e a Unicamp estão entre as melhores universidades do País." Por e-mail, Cardoso completou as informações. Afirmou que a análise do resultado do concurso "precisa ser feita olhando a trajetória acadêmica completa dos aprovados, porque senão vamos enviesar muito as conclusões." O levantamento do Estado considerou as instituições em que os aprovados fizeram suas pós-graduações - elas têm maior peso na prova de títulos e refletem o escopo de atuação do candidato. "Por que então não se olha a origem dominante nos outros concursos? Além do mais, veja que USP e pós no exterior praticamente empatam com Unicamp no cômputo final, revelando, de outra perspectiva, o sucesso do concurso em atrair profissionais oriundos das melhores faculdades do País, segundo critérios da Capes. Isto deveria ser enaltecido, e não criticado."Cardoso defendeu novamente uma formação humanística mais forte dos candidatos. "Por fim, penso que a complexidade dos fenômenos contemporâneos exige formação teórica e humanística sólida e ampla, daí o sucesso do concurso em ter conseguido atrair profissionais formados em vários lugares do País e do mundo, em várias áreas de especialização." Ele destacou ainda a idade média entre 30 e 40 anos dos aprovados. "Ou seja, sem a necessidade que outros concursos tiveram de ?esperar? de 10 a 15 anos - pagando salários elevados, diga-se - até que os técnicos estivessem ?formados? para um adequado exercício da profissão."

Julia Duailibi, O Estadao de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 00h00

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