“Precisamos repensar a estrutura disponível à mulher”
Conteúdo Patrocinado

“Precisamos repensar a estrutura disponível à mulher”

Debate aponta mitos sociais que ainda limitam o avanço feminino no mercado de trabalho e sugere como combatê-los

Aladas e Media Lab Estadão, O Estado de S.Paulo
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

15 de março de 2021 | 08h00

A jornada das mulheres rumo a espaços de destaque no mundo dos negócios é permeada por barreiras impostas por questionamentos externos e internos. Como compreender esse contexto e reagir a ele foi o tema do primeiro painel do evento Diálogos Estadão Think: Mulheres que Sonham, Realizam e Inspiram.

Mediada por Andrea Bisker, diretora da agência Spark:off e mentora da Aladas, a apresentação contou com a participação de Rafa Brites, criadora do projeto TSER – Transformando Sonhos em REalidade, e Samantha Almeida, diretora do Twitter Next no Brasil.

Bisker explicou o conceito de tabu e como ele está ligado a determinadas atividades exercidas pelas mulheres. “Eles são criados através de padrões morais e convenções sociais e que variam de uma cultura para outra. [...] São gaiolas que muitas vezes nos impedem de voar e mostrar todo nosso potencial.”

Brites disse que as crenças limitantes geradas por esses tabus se demonstram desde a infância das mulheres em situações cotidianas – seja no estereótipo de ‘menina comportada’ ou na partilha desigual das tarefas domésticas. “Em um momento de pandemia no qual as mulheres estão sobrecarregadas, quantas ficaram desempregadas para assumir os cuidados dos filhos?”, questionou. Para ela, discutir a parentalidade é uma das etapas para rever o papel das mulheres no mercado e nas relações familiares.

Para tal, Almeida também destacou a necessidade de ampliar as redes de apoio social. “Precisamos repensar as estruturas e construções de cidadania disponíveis para as mulheres. Para que elas possam trabalhar, construir e desenvolver seu maior potencial, elas precisam de suporte”, expôs.

Segundo Bisker, em um mercado de trabalho tão desigual, esse debate se faz ainda mais necessário. “Se levarmos essa toada, vamos levar 257 anos para ter equidade.”

Refazendo perguntas

Questionada sobre por que é tão difícil para as mulheres ocuparem o ambiente corporativo e de negócios, Almeida afirmou que, de certa forma, essa dificuldade repousa no fato de que as regras sociais não foram construídas por mulheres ou pensadas para elas. “O pensamento feminino, nossa capacidade de ser plural, de olhar uma situação macro, tomar decisões que consideram razão e emoção, nada disso é considerado como talento no universo dos negócios”, refletiu. Ela disse que refazer a pergunta inicial permite novas reflexões: “Queremos ter sucesso no mundo dos negócios ou refazê-lo para que mais gente tenha acesso?”.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.