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Preço a consumidor nos EUA sobe por gasolina, vestuário

A inflação nos Estados Unidos aumentou em fevereiro, refletindo maiores custos de gasolina e vestuário, mostraram dados nesta quarta-feira que apontaram alguma força dos preços mesmo numa economia em recessão. Os dados acalmam, ao menos por ora, os temores de deflação.

LUCIA MUTIKANI, REUTERS

18 de março de 2009 | 11h30

O Departamento de Trabalho informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,4 por cento, maior ganho mensal desde julho do ano passado, após a alta de 0,3 por cento em janeiro.

Cerca de dois terços dessa alta é resultado do aumento dos preços da gasolina.

"O impacto dos preços mais baixos das commodities e da firmeza do dólar no final do ano passado enfraqueceu. Nós não caímos em uma situação preocupante de deflação", disse Zach Pandl, economista da Nomura Securities International, em Nova York.

Ao mesmo tempo, afirmou o economistas, os dados não indicam um ressurgimento da inflação.

O relatório foi divulgado antes do anúncio da decisão de política monetária do Federal Reserve, previsto para 15h15 (horário de Brasília). O Fed deve manter a taxa básica de juro inalterada na faixa de zero a 0,25 por cento.

Mas o comunicado acompanhando a decisão será monitorada por investidores em busca de indícios sobre se o Fed começará a comprar Treasuries para ajudar na recuperação da economia, em recessão desde dezembro de 2007.

O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,2 por cento em fevereiro, a mesma variação de janeiro. A projeção do mercado era de 0,1 por cento.

Na comparação anual, os preços ao consumidor subiram 0,2 por cento, após terem permanecido estáveis em janeiro.

Os preços de energia aumentaram 3,3 por cento em fevereiro, também a maior variação mensal desde julho passado. Os da gasolina saltaram 8,3 por cento.

Mas, comparados ao mesmo período do ano passado, os preços de energia registraram queda de 18,5 por cento, acrescentou o Departamento do Trabalho.

Os custos de vestuário tiveram alta de 1,3 por cento, a maior desde março de 1990.

(Por Doug Palmer, Lynn Adler e Richard Leong)

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