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Preço agropecuário cai pela sexta semana

Pela sexta semana consecutiva, os preços dos produtos agropecuários recebidos pelos produtores paulistas registraram deflação. Na terceira quadrissemana deste mês, a queda foi de 0,19%, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. Na quadrissemana anterior o recuo havia sido de 1,19%.

MÁRCIA DE CHIARA , O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2011 | 03h07

O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista é um indicador antecedente importante da inflação ao consumidor porque sinaliza o rumo que os preços vão tomar no varejo nas semanas seguintes. Com isso, o resultado da terceira quadrissemana deste mês mostra que a alimentação deve continuar jogando a favor da queda da inflação no curto prazo.

Dos 20 produtos agropecuários pesquisados, nove deles tiveram variação negativa na terceira quadrissemana deste mês e onze, alta.

As maiores quedas ocorreram nos preços da laranja para mesa e para indústria, com retrações de 9,99% e 8,27%, respectivamente. O recuo dos preços da laranja reflete a maior safra do produto neste ano, com a indústria operando no máximo da sua capacidade de esmagamento.

O feijão, outro produto de peso nos índices de inflação, registrou queda de 6,95% no preço ao produtor. A saca de 60 quilos está cotada a R$ 98,96 e a queda de preço ocorreu por causa da antecipação da colheita da safra de inverno e de produto irrigado.

Duas commodities importantes, cujos preços são influenciados pelo dólar e pelas cotações internacionais, registraram queda neste mês. O trigo ficou 2,58% mais barato e o café teve recuo de 2,06% no período. Também o arroz teve retração de 2,22%.

Após um longo período em níveis elevados, os preços da carne de frango recuaram, influenciados pela baixa nas cotações internacionais. A esse movimento de queda no exterior soma-se uma ligeira redução no consumo interno do produto. Com isso, os preços recebidos pelos avicultores caíram 2,96% na terceira quadrissemana deste mês, influenciados também pela retração da cotação dos bovinos (-0,91%).

De acordo com o levantamento do IEA, a deflação dos preços agropecuários registrada na terceira quadrissemana deste mês é ainda maior, se for expurgada a cotação da cana-de-açúcar porque o produto tem peso importante no indicador.

Sem a cana-de-açúcar, a deflação dos preços recebidos pelo produtor atingiu 0,82% na terceira quadrissemana de outubro, aponta pesquisa do IEA. No caso dos produtos de origem vegetal, a deflação de 0,12% vai a 1,27%, se for excluída da cana-de-açúcar desse cálculo.

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