Preço alto do petróleo retraiu o consumo, avalia IEA

Os consumidores estão reduzindo a quantidade de petróleo que utilizam, na medida em que os preços elevados da commodity têm limitado o crescimento econômico e encorajado uma eficiência maior no uso desse produto, de acordo com o relatório mensal da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). A IEA é o organismo de aconselhamento para assuntos de energia de 26 nações industrializadas. O relatório previu que os preços do petróleo podem ter atingido seus picos no mês passado, em conseqüência da demanda mais restrita e do aumento da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outros países. A oferta mundial de petróleo cresceu 890 mil barris por dia em outubro, para o recorde de 84,6 milhões de barris, com as extrações na região do Golfo do México, na Costa dos EUA, voltando à normalidade após os estragos provocados por furacões que atingiram a área. Ao mesmo tempo, o petróleo acima de US$ 50 por barril esvaziou o consumo e a China, um dos fatores que alimentou a alta da commodity nesse ano, pode ter reduzido sua demanda, em conseqüência dos esforços governamentais para ampliar a eficiência do uso da commodity. O governo também adotou medidas para estimular a geração de energia por outras vias. A IEA enxugou sua previsão de demanda mundial pelo petróleo em 100 mil barris por dia para os terceiro e quarto trimestres. A IEA estimou que a demanda mundial de petróleo será de 81,9 milhões de barris por dia, no terceiro trimestre, e de 83,9 milhões de barris por dia, no quarto trimestre. A previsão de demanda por petróleo em 2005 ficou marginalmente mais fraca, em 83,8 milhões de barris por dia.

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