Preço ao Consumidor sobe 0,38% em outubro, aponta FGV

As despesas do paulistano em outubro subiram, em média, 0,38%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor para a cidade de São Paulo (IPC-SP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado mostra que a inflação passou por uma aceleração de 0,12 ponto porcentual, se comparada à taxa de 0,26% apurada em setembro. Os maiores gastos foram direcionados para alimentação e transportes. O grupo Alimentação encerrou o mês passado com uma alta de 0,14%. É uma taxa relativamente pequena, segundo a economista da FGV, Alexandra Godoi, mas significativa, quando comparada com a deflação de 0,38% em setembro. As frutas foram as principais responsáveis pela alta, saíram de uma variação de 2,95% para uma taxa de 6,39% em outubro. O limão subiu 35,55%, seguido pelo maracujá (27,48%) e pela laranja lima (9,32%). No caso do grupo Transportes, a variação foi de 0,89%, ante uma estabilidade em setembro. A maior pressão veio do álcool combustível (7,54%) e da gasolina (1,68%). De acordo com Alexandra, o aumento do álcool é reflexo da quebra de safra de cana-de-açúcar na Índia. O grupo Habitação, com alta de 0,44%, fechou abaixo da variação de 0,77% registrada em setembro. Naquele mês, explica a economista, o grupo foi afetado pelo reajuste de 6,67% na tarifa de água e esgoto. Ainda de acordo com a economista, a inflação do grupo só não foi mais baixa por causa do aumento residual de 1,42% da tarifa de telefonia fixa. O grupo Vestuário foi o que mais contribuiu para que a taxa de inflação de outubro não fosse maior que a de 0,38%. O grupo saiu de uma alta de 2,48%, em setembro, para 0,23% no mês passado. O grupo Saúde e Cuidados pessoais fechou em alta de 0,41% e o de Despesas Diversas em 0,30%. Acumulada Com a alta, o IPC-SP passou a acumular no ano uma taxa de 5,05%. Em 12 meses, o índice acumula variação de 5,49%. De acordo com o economista da FGV, Yoshiaki Nakano, o IPC-SP deverá fechar o ano próximo de 6%, com aumento acumulado nos próximos dois meses de 1%. Na conta de 12 meses, explica ele, ainda faltam sair as taxas de 0,05% e de 0,37%, referentes a novembro e dezembro do ano passado, respectivamente.

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