Preço ao produtor registra alta de 0,53%

Em agosto, 16 dos 23 setores da indústria da transformação que compõem o índice tiveram alta de preços

MARIANA DURÃO / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2012 | 03h07

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a evolução dos preços na porta de fábrica, registrou alta de 0,53% em agosto ante julho. O indicador apurado pelo IBGE acumula alta de 5,59% nos oito primeiros meses do ano - recorde para um mês de agosto - e de 7,53% em 12 meses.

Em agosto, assim como em julho, houve aumento de preços em 16 dos 23 setores da indústria da transformação que compõem o índice. As atividades que aceleraram o indicador foram alimentos, refino de petróleo e metalurgia. Já a principal contribuição negativa veio de outros produtos químicos .

Os alimentos continuaram sendo a maior influência no avanço do IPP em agosto. O aumento de 2,04% nos preços alimentícios puxou a alta de 0,53% do índice no mês passado. Quatro produtos foram responsáveis por 45% dessa alta do setor.

Safra. A principal pressão altista continua vindo, sobretudo, da quebra na safra da soja nos Estados Unidos e por elevações de preços do produto no mercado internacional. Em agosto, ficaram mais caros as tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja, o óleo refinado e também o arroz.

O suco de laranja contrabalançou as altas da soja e do arroz, impedindo um maior aumento dos preços de alimentos.

O setor de metalurgia foi um dos destaques, com uma reversão na curva de preços: após uma variação negativa de em julho (-1,20%), houve avanço de 0,82% em agosto.

O setor de refino de petróleo continuou tendo influência importante na alta do IPP, em especial em função do encarecimento do óleo diesel e do querosene de aviação.

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