Preço atual do petróleo inviabiliza projeto da Petrobras

Os atuais preços do petróleo podem inviabilizar até 52% da capacidade adicional de produção prevista para o período entre 2009 e 2014. A conclusão é de estudo da consultoria americana Cambridge Energy Resources Associated (CERA), que inclui o Brasil na lista dos países com altos custos para o desenvolvimento de novos projetos. Segundo o trabalho, os novos projetos brasileiros seriam viáveis com petróleo a partir dos US$ 60, caso os custos não sejam reduzidos.

Agencia Estado

11 de maio de 2009 | 08h06

O levantamento feito pela CERA indica que, até o início da crise, o potencial de crescimento da demanda mundial até 2014 situava-se em 14,1 milhões de barris por dia, o equivalente a sete vezes a produção brasileira atual. Deste total, 7,6 milhões de barris por dia podem ser congelados por conta dos baixos preços e da dificuldade na obtenção de financiamento após o estouro da crise de crédito no mercado mundial.

O porcentual de projetos em risco foi divulgado em uma das apresentações da Petrobras na Offshore Technology Conference (OTC). A íntegra do estudo é restrita aos clientes da CERA, mas dados aos quais o Estado teve acesso indicam que a consultoria vê dificuldades para o desenvolvimento das reservas brasileiras. A empresa calcula que, com os custos de bens e serviços vigentes no terceiro trimestre de 2008, os novos projetos brasileiros precisam de um petróleo pouco acima dos US$ 60 para dar lucro. Esta semana, o barril oscilou em torno dos US$ 55, o que já representa ganhos excepcionais em relação aos US$ 40 do início do ano. Para o analista Dan Pickering, sócio da consultoria Tudor Pickering Holt & Co., a tendência é que o preço flutue entre US$ 60 e US$ 70 por barril em dois anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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