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Preço da cesta básica sobe em 14 de 16 capitais do País

Porto Alegre, no RS, tem o conjunto de produtos mais caro do Brasil, com alta de 5,09%, para R$ 259,29

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

01 de agosto de 2008 | 15h40

A inflação continua a não dar tréguas, principalmente para as famílias com menor poder aquisitivo. Em julho, o preço da cesta de alimentos de primeira necessidade subiu em 14 do total de 16 capitais do País nas quais o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza a sua tomada de preços para apurar o valor médio da cesta básica. Apenas as cidades de Goiânia e Recife, tiveram queda no preço de, respectivamente, 3,55% e 1,74%, para R$ 204,22 e 197,35. Veja também: Entenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos  De olho na inflação, preço por preço Os moradores de Natal, Florianópolis e João Pessoa viram o preço da cesta básica ser reajustado no mês passado, mas a taxas relativamente baixas. Na capital catarinense, a cesta de produtos básico sofreu um reajuste no seu preço de 0,16%. Em Natal, a alta foi de 0,11% e em João Pessoa, de 0,24%. Pior sorte tiveram os consumidores de Curitiba (7,35%), Salvador (5,45%) e Porto Alegre (5,09%). Estas três capitais encabeçaram, segundo os técnicos do Dieese, a lista das maiores altas de preços no mês passado. Na pesquisa do Dieese em junho, a inflação atingiu igual número de 14 capitais. Na ocasião, duas únicas cidades em que os preços passaram por um processo de deflação foram Vitória (1,13%) e Fortaleza (0,35%). Na lista das maiores altas, estava Goiânia, que agora mostrou queda, com uma alta de 10,64%. Brasília (6,43%), Rio de Janeiro (5,93%) e Salvador (5,38%), completaram no mês passado a lista das cidades em que se registrou os maiores aumentos no preço da ração mínima essencial.  Salário A pesquisa aponta também que o salário mínimo ideal para uma família de quatro pessoas - dois adultos e duas crianças - atender a todas suas necessidades básicas teria de ser de R$ 2.178,30. O valor foi estimado com base no preço da cesta de alimentos básicos mais cara do País em julho, a de Porto Alegre, que custava R$ 259,29. O valor do salário mínimo ideal a que chegaram os economistas do Dieese é 5,25 vezes o piso salarial em vigor, de R$ 415. No cálculo feito pelo Dieese, são consideradas as necessidades de recursos que uma família de quatro pessoas precisa para suprir as despesas básicas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em junho, o mínimo necessário para atender a todas estas despesas equivalia a R$ 2.072,70, ou seja, 4,99 vezes o piso vigente. Em julho do ano passado, o piso considerado ideal para uma família de quatro pessoas era de R$ 1.688,35, ou 4,44 vezes superior ao piso vigente à época, que era de R$ 380,00.

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