Preço da energia no atacado cai pela 2ª semana consecutiva

Pela segunda semana consecutiva, os preços de referência de energia elétrica no mercado atacadista registraram queda nos quatro sub-mercados do País. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte, o preço do MW/h caiu para R$ 81,53 na tarifa média para os negócios a serem concluídos na semana que vem, com redução de 0,79% sobre os preços vigentes esta semana. No Nordeste, o MW/h registrou queda de 5,22%, caindo para R$ 45,62. Desde o início do ano, região mantém-se com o menor preço de energia no mercado atacadista.A redução dos preços reflete o maior volume de chuvas nas últimas semanas, especialmente na região Sudeste. Pelos dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as chuvas de outubro estão cerca de 25% acima da média histórica para esse período do ano. Com isso, o nível dos reservatórios do Sudeste, que respondem por dois terços do total da energia armazenada no País, parou de cair. Ontem, a energia armazenada nos grandes reservatórios somavam 88.124 MW médios, o que representa 47,27% da capacidade máxima, com folga de 16,95 pontos percentuais em relação à curva de aversão ao risco.A região Sul, porém, continua castigada pela seca e as chuvas de outubro estão em torno de metade da média histórica. Com isso, o ONS continua fazendo transferências de energia do Sudeste para o Sul. Ontem foram transferidos cerca de 1.513 MW médios, representando cerca de 20% do consumo regional. Os reservatórios da região estavam ontem em 44,85% da capacidade, com sobra de 28,17 pontos percentuais em relação à curva de aversão ao risco. No Nordeste, a energia armazenada somava 28.012 MW médios, o que representa 54,19% da capacidade máxima, com 31,25 pontos de folga.Com a volta das chuvas no Sudeste, o ONS reduziu a geração elétrica a partir das térmicas. Ontem, dos 49.863 MW médios consumidos no País, cerca de 91% são de origem hidrelétrica (20,93% de Itaipu), 3,72% de origem nuclear, 5,17% de termo convencional e 0,09% de energia eólica, com 43 MW médios.

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