Preço da feijoada aumenta quase 25% em um ano

Elevação de preços dos itens usados para o popular prato brasileiro foi a mais intensa em cinco anos

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

23 de julho de 2008 | 09h22

A inflação acumulada em 12 meses até junho dos itens consumidos durante uma feijoada, um dos mais populares pratos brasileiros, está se posicionando acima da inflação média do período, medida pelo IPC-BR. É o que mostra levantamento especial da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os componentes consumidos para uma feijoada nos últimos 12 meses, até junho de 2008, apresentaram alta de preços de 24,46% - enquanto que o IPC-BR, no mesmo período, subiu 5,96%. O aumento de preços dos itens usados para a feijoada foi o mais intenso em cinco anos, de acordo com a fundação.  Veja também:Entenda os principais índices de inflação  De olho na inflação, preço por preçoEntenda a crise dos alimentos   Foram usadas as variações de preços de 13 produtos para cálculo da variação média dos itens componentes da feijoada. Para a fundação, o destaque entre os aumentos de preços dos itens consumidos durante uma feijoada foi mesmo o feijão, cuja inflação acumulada nos últimos doze meses até junho é de 147,46%. Ainda de acordo com a FGV, no acumulado de julho de 2001 a junho de 2008, dois dos principais ingredientes da feijoada subiram mais do que o IPC-BR acumulado no período (69,41%). É o caso das altas de preços em feijão preto (248,42%) e em arroz (146,76%). Porém, o economista da fundação, André Braz, comentou que, dos 13 itens pesquisados para o levantamento, sete registraram taxas de inflação menores do que a registrada pelo IPC-BR, de julho de 2001 a junho de 2008. É o caso de limão (68,57%); cerveja (67,23%), lombinho de suíno (67,10%), couve (63,67%), carne defumada (55,98%) lingüiça (51,07%) e aguardente (48,05%). Ainda de acordo com o economista, além do feijão e do arroz, ficaram acima da inflação do período os aumentos acumulados de preços em laranja pêra (145,49%), farinha de mandioca (120,69%), carne seca (106,86%) e costelinha de suíno (101,89%).

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