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Preço da gasolina na bomba ainda é indefinido

Os postos de gasolina ainda não sabem qual o preço do litro em São Paulo a partir de sexta-feira. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, o preço que a gasolina vai chegar às bombas depende de dois fatores. "O valor praticado pelos postos do Estado dependerão de quanto será repassado pelas distribuidoras, e se o álcool também será reajustado, pois sempre compramos os dois produtos de uma vez."Ontem o governo autorizou um aumento de 4,08% nos preços da gasolina, óleo diesel e gás de cozinha nas refinarias. O reajuste entrará em vigor a partir da zero hora de amanhã. O governo calcula que, para o consumidor, este reajuste poderá justificar uma alta de até 3,11% para a gasolina nos postos de combustível, de até 3,26% para o óleo diesel e de até 2,5% para o gás de cozinha. Os preços nos postos de revenda, entretanto, são livres. "Nada estará definido até as distribuidoras decidirem de quanto será o aumento repassado para os donos de postos", diz Gouveia. O preço médio do litro da gasolina, que hoje é de R$ 1,67, passará a ser vendido por até R$ 1,80.Aumento não veio em boa horaOs donos de postos avaliam que o aumento não veio em boa hora. José Oliveira, dono do posto Texaco da Avenida Celestino Bourrol, no Limão, diz que em épocas de ´vacas magras´ o reajuste da gasolina interfere na venda de todos os produtos do posto. "Claro que as pessoas não vão deixar de abastecer o carro, mas a freqüência diminui. Ou então acabam cortando as trocas de óleo, lavagens e outros cuidados com o veículo." Para Augusto Ferreira dos Reis, gerente de um posto Esso da Avenida Pacaembú, o momento não seria "ideal" para subir os preços. "Com o dólar alto desse jeito e ainda com a possibilidade de uma guerra na região do petróleo, é bem provável que os preços tenham de voltar a subir, e perdemos mais clientes."Reginaldo Privato, dono do posto Privato, na zona norte, conta que o movimento deverá cair cerca de 30% nos primeiros dias após o reajuste. "Alguns deixam de usar o carro, outros procuram postos mais baratos." Já Alexandre S. Lara, dono do Auto Posto Caetano Álvares, confia na qualidade do combustível que vende. "Os postos que vendem gasolina adulterada e mantêm os preços mais baixos ganham um pouco a mais quando há aumentos. O consumidor pesquisa mais quando há reajuste, mas acaba voltando no estabelecimento que confia."

Agencia Estado,

04 de outubro de 2001 | 09h30

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