Preço da gasolina sobe menos no IPC-S; alta do diesel supera 4%

Gasolina sobe 0,22% em prévia ante variação de 0,30%; já o diesel tem elevação bem mais expressiva, de 4,83%.

Flavio Leonel, da Agência Estado,

26 de maio de 2008 | 15h04

As altas de preços da gasolina e do óleo diesel continuaram com perfis diferentes na terceira quadrissemana de maio (últimos 30 dias encerrados em 22/5), de acordo com informação divulgada nesta segunda-feira, 26, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), por meio do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) Nacional. No período, a gasolina subiu 0,22%, variação menor que a de 0,30%, observada na segunda quadrissemana do mês (30 dias até 15/5). O diesel, por sua vez, apresentou elevação bem mais expressiva, de 4,83%, ante 2,91%.  Veja também:Entenda a crise dos alimentos Entenda os principais índices de inflação  IPC-S acelera 0,72% na 3ª prévia e fica dentro do previsto O comportamento de ambos os combustíveis continua em sintonia com as medidas recentes tomadas pela Petrobras e pelo governo federal. No dia 30 de abril, a empresa decidiu reajustar o preço da gasolina em 10% e o diesel em 15% nas refinarias brasileiras. No mesmo dia, para aliviar o impacto no bolso do consumidor, o governo anunciou para a gasolina uma redução mais expressiva que a do diesel na incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). No cálculo do IPC-S, o peso do diesel é bem menos relevante que o da gasolina. Apesar de o primeiro ter avançado muito mais que o segundo, contribuiu praticamente com a mesmo impacto para a inflação: apenas 0,005 ponto porcentual da inflação, em relação a 0,007 ponto da gasolina. O IPC Nacional é pesquisado em sete capitais brasileiras - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. Na terceira medição do mês, o indicador geral de inflação subiu 0,72% ante 0,70% do levantamento anterior. Álcool Quanto ao álcool, a FGV detectou uma acomodação na alta do preço do combustível. Entre a segunda e terceira quadrissemana de maio, a variação observada passou de 0,15% para 0,16%. A contribuição do álcool foi menor ainda que a da gasolina e a do diesel para a inflação geral média nas sete capitais pesquisadas: de 0,001 ponto porcentual.

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