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Preço da gasolina subiria 30% para acompanhar petróleo, avalia ANP

O preço da gasolina teria que subir 30% para acompanhar a alta do preço do petróleo no mercado internacional. A avaliação é do presidente da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, ao analisar a situação da refinaria de Manguinhos (RJ), que está ameaçando parar a sua produção, em razão da alta do preço do petróleo no mercado internacional.Manguinhos compra petróleo de fora do País e não consegue manter preços competitivos de seus derivados com a Petrobras, no mercado interno. Ainda segundo Lima, o preço do Diesel teria uma defasagem de cerca de 20%. O presidente da ANP, no entanto, descarta a possibilidade de aumento da gasolina e do petróleo internamente.A Repsol, que controla Manguinhos, e os petroleiros chegaram a pedir a utilização da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), para aproximar o preço dos seus derivados dos preços praticados pela Petrobras. O governo também estuda a possibilidade de a Petrobras arrendar as instalações de Manguinhos.Aumento é medida difícilAo ser questionado se não ficaria mais fácil a Petrobras alinhar os preços dos derivados e permitir a competição, Lima admitiu que é uma hipótese, mas considera que isso significaria uma elevação substancial de preço. "O povo brasileiro não vai aprovar", disse Lima, acrescentando que a ANP não deve exigir o aumento de preço da gasolina, porque seria uma medida impopular para um governo popular.Para evitar o aumento, o governo, segundo Lima, está buscando uma saída para resolver o problema enfrentado pelas pequenas refinarias, como a Manguinhos e a Ipiranga. O último aumento da gasolina no Brasil foi em novembro do ano passado.

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