Preço da soja muda foco da Petrobras para biodiesel

A disparada dos preços dos alimentos vem provocando mudanças na estratégia da Petrobras para os biocombustíveis. A empresa decidiu se focar na pesquisa de oleaginosas que não concorram com a indústria alimentícia, evitando a soja, hoje principal matéria-prima do biodiesel do País. Além disso, mantém suspensa a produção de H-Bio, combustível lançado em 2006, que consiste na produção de diesel de petróleo com uma mistura de 10% de óleo vegetal, também proveniente da soja.?Nossa política é tentar não usar matéria-prima alimentícia, para evitar competição com a comida?, afirma Cyntia Maria Xavier da Silva, da área de biocombustíveis da estatal. Em relatório divulgado ontem, o banco Merrill Lynch destaca que a produção de biocombustíveis tem contribuído para garantir o crescimento do consumo de energia no mundo, mas concorda com as avaliações de que há impactos nos preços dos alimentos. ?Nós estimamos que a crescente produção de etanol a partir do milho nos Estados inflacionou os preços do milho em 21% desde 2004?, diz o texto, assinado pelo chefe da área de commodities do banco, Francisco Blanch.A Petrobras diz que, por questão de responsabilidade social, decidiu focar suas pesquisas nas matérias-primas alternativas, como a mamona. Em palestra na segunda-feira, Cyntia citou ainda o babaçu, árvore muito comum no Tocantins, como possível fonte de combustível ainda pouco pesquisada no Brasil. ?Não existem pesquisas sobre o potencial energético do babaçu?, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.