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Preço da soja sobe com clima adverso na Argentina

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2012 | 03h10

A queda das temperaturas em áreas produtoras de grãos da Argentina ajudou a puxar os preços da soja na Bolsa de Chicago na terça-feira. Depois de um longo período de estiagem nas lavouras argentinas - e também do Brasil -, agora é o risco de geada que pode diminuir o volume produzido na América do Sul. Segundo meteorologistas, boa parte da província de Buenos Aires pode ser atingida por geadas, o que ameaça principalmente as lavouras plantadas mais tarde e que ainda estão em fase de desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis às oscilações do clima. "As pessoas estão reconhecendo que o risco de danos é maior do que o esperado", disse à agência Dow Jones o analista Bill Nelson, da corretora Doane Advisory Services. Os contratos da soja para entrega em julho fecharam com valorização de 1,67%, cotados a US$ 14,65 por bushel.

A forte demanda chinesa também sustenta as cotações dos grãos. Entretanto, o milho e o trigo fecharam em baixa modesta, pois as importações recentes já eram previstas pelos investidores, de acordo com analistas. Além disso, o governo dos Estados Unidos anunciou ontem o primeiro caso de vaca louca no país desde 2006, o que pode reduzir a demanda por carne bovina e, consequentemente, o consumo de rações de milho ou trigo.

Os mercados financeiros se recuperaram ontem, após perdas na segunda-feira, e foram influência positiva para as commodities, principalmente as negociadas em Nova York. O cacau avançou 3,63%, o café subiu 2,54% e o açúcar registrou valorização de 0,32%.

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