Preço da soja sobe com forte demanda chinesa

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2012 | 03h08

Os preços da soja tiveram alta modesta ontem na Bolsa de Chicago, sustentados pela expectativa de mais demanda pelo produto dos Estados Unidos e preocupações com uma possível restrição na oferta global. Os contratos da oleaginosa para entrega em maio subiram 0,40%, para US$ 14,2575 por bushel. Segundo analistas, ainda é forte a demanda da China, principal consumidor do grão. Ontem, o governo americano anunciou a venda de 225 mil toneladas para "destinos desconhecidos" - que analistas afirmam ser a China. Além disso, uma estatal chinesa importadora de grãos informou que pretende comprar 4,6 milhões de toneladas de soja neste mês, ante 3,9 milhões de toneladas em abril. O que limitou a alta dos preços, no entanto, foi a ideia de que um maior número de produtores pode adotar a prática de cultivar duas safras na mesma área. Retirado o trigo mais cedo da lavoura, é possível entrar com a soja ("dupla safra"), aumentando a oferta e pressionado as cotações.

Já os preços do milho caíram. Participantes do mercado voltaram a se concentrar na previsão de uma ampla safra nos Estados Unidos neste ano. Os lotes para entrega em maio fecharam em baixa de 1,04%. O mercado de trigo também foi pressionado pela oferta, considerada confortável. Além disso, investidores compraram simultaneamente contratos de soja e venderam milho ou trigo, apostando na alta da oleaginosa e na queda dos dois cereais.

Na Bolsa de Nova York, os mercados se basearam principalmente em critérios técnicos. O açúcar subiu 0,52% e o café caiu 0,94%.

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