Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Preço das residências na China sobe em 60 das 70 maiores cidades

Em bases anuais, os preços aumentaram em 68 das 70 cidades, sendo que em 10 delas a alta porcentual foi de dois dígitos

Hélio Barboza, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2011 | 08h25

Os preços das casas residenciais novas nas maiores cidades da China subiram em janeiro tanto na comparação com o mês anterior como na comparação com janeiro do ano passado, informou o Escritório Nacional de Estatísticas, indicando que Pequim ainda enfrenta dificuldades para controlar a elevação dos preços dos imóveis.

Desde janeiro, os dados não são mais incluídos na média dos preços dos imóveis e focalizam cidades individuais, como parte de uma ampla revisão dos indicadores, a fim de melhorar a qualidade dos dados. Isso torna mais difícil medir a tendência nacional dos preços dos imóveis residenciais, mas o aumento não surpreendeu, uma vez que as novas medidas de contenção dos preços imobiliários adotadas por Pequim no final do mês passado já sugeriam que os preços dos imóveis no país continuavam a subir de forma acelerada.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas, os preços dos imóveis residenciais novos em 60 das 70 cidades de grande e médio porte cobertas pela pesquisa aumentaram em dezembro na comparação com janeiro. Em bases anuais, os preços aumentaram em 68 das 70 cidades, sendo que em 10 delas a alta porcentual foi de dois dígitos.

Os preços dos imóveis em Pequim subiram 0,8% em janeiro frente a dezembro e avançaram 6,8% em relação a janeiro do ano passado. Em Xangai, os preços dos imóveis residenciais ficaram em janeiro 0,9% acima de dezembro e 1,5% acima de janeiro do ano passado. Em Chongqing caíram 0,1% frente a dezembro, mas subiram 7,9% em relação a janeiro de 2010. Em Shenzhen, os preços subiram 2% em janeiro na comparação com dezembro e 3,1% em relação a janeiro do ano passado.

"Ainda estamos vendo algumas cidades registrarem altas anuais de dois dígitos, indicando que as medidas de aperto introduzidas no ano passado não foram bem sucedidas", disse Yang Sheng, analista do setor imobiliário na corretora Xiangcai Securities. "Ainda é cedo para dizer quão efetivas são as recentes medidas, mas as transações devem ser afetadas nos próximos meses." As informações são da Dow Jones. 

Tudo o que sabemos sobre:
Chinaresidênciainflação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.