Preço de combustíveis está na média do mercado, diz Petrobras

'Na visão de longo prazo da Petrobras, houve uma compensação', diz diretor Financeiro da estatal

Tatiana Freitas, da Agência Estado,

13 de maio de 2008 | 15h32

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, disse nesta terça-feira, 13, que, com os reajustes no preço do diesel e da gasolina promovidos no início de maio, a estatal conseguiu corrigir a defasagem entre os preços internos e os praticados no exterior. "Na visão de longo prazo da Petrobras, houve uma compensação. Se você olhar no dia-a-dia, pode ser um pouco diferente, mas corrigimos a média dos últimos anos com esse reajuste. Estamos na média do mercado internacional", afirmou o executivo durante conferência com analistas. Veja mais:Preço do petróleo em alta  Barbassa lembrou que a Petrobras supre a demanda da maioria dos derivados de petróleo no mercado interno e que, por essa razão, não pode aplicar reajustes em linha com o movimento da commodity no mercado externo. "Preservamos o mercado interno não transferindo a volatilidade dos preços internacionais e não perdemos a rentabilidade por isso. Às vezes vendemos a um preço defasado e, às vezes, acima do mercado internacional", afirmou. Contudo, no primeiro trimestre de 2008 a alta do petróleo no mercado internacional provocou um aumento da participação governamental em relação ao mesmo período de 2007 e ao quarto trimestre do ano passado. A participação do governo no custo total de extração no Brasil passou de R$ 18,92 o barril no primeiro trimestre de 2007 para R$ 25,76 no quarto trimestre de 2007 e R$ 28,04 por barril no trimestre passado. O cálculo das participações governamentais (participações especiais e royalties) é calculado com base nas cotações internacionais do petróleo. "Mas estamos conseguindo manter o custo de extração sem a participação governamental apesar da alta do petróleo, que pressiona toda a cadeia", ressaltou. Em reais, o custo ficou em R$ 15,16 no primeiro trimestre, praticamente estável em relação ao mesmo intervalo de 2007. Já em dólares, houve uma variação positiva de 20%, de US$ 7,20 por barril para US$ 8,66 por barril, segundo balanço financeiro divulgado na segunda-feira pela companhia.

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