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Preço de eletricidade atinge pico desde 2002

Os preços de energia elétrica no mercado de atacado atingiram o maior nível desde o fim do racionamento em 2002. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o MW/h na região Sudeste subiu para R$ 128,09, superando os R$ 127,33 registrados no início de julho. No ano passado, nessa mesma época do ano, o preço de referência no atacado estava em R$ 28,06 por MW/h no Sudeste, região que concentra dois terços do consumo nacional de energia elétrica. Em janeiro de 2002, em pleno racionamento, esses preços chegaram a atingir R$ 336,00 no Sudeste (R$ 562,15 no Nordeste), caindo para R$ 134,76 em fevereiro e desabando para R$ 9,25 por MW/h em março com a rápida recuperação dos reservatórios e o fim do racionamento, após um verão com muita chuva.Os preços de referência da CCEE são utilizados basicamente para a liquidação de operações entre as geradoras, as distribuidoras de energia e os grandes consumidores de energia elétrica, não sendo repassados de forma imediata para os consumidores finais. Mas servem como referência sobre a disponibilidade de água nos reservatórios das grandes hidrelétricas. Pelos dados do ONS ainda há folga nos reservatórios do Sudeste, mas em nível menos confortável em relação ao observado nos últimos quatro anos. Ontem, por exemplo, os reservatórios do Sudeste estavam em torno de 54,62% da capacidade máxima, o que indica uma folga de 17,42 pontos percentuais em relação à curva de aversão ao risco.O principal fator para os altos preços continua sendo a seca na região Sul. Neste mês de setembro as chuvas na região estão em torno de metade da média histórica para essa época do ano. "A esperança agora é a cheia de São Miguel, no final de setembro. Sempre há esperança de chuvas fortes nesse período, recuperando os reservatórios", comentou um especialista do setor elétrico.Pelos dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os preços do Sudeste/Centro-Oeste estão no mesmo patamar do observado nas regiões Norte e Sul. No Nordeste, os preços do MW/h estão em R$ 69,88, na média, refletindo a maior folga de água nos reservatórios da região. Ontem, os reservatórios estavam em 66,32% da capacidade máxima de armazenamento, o que dava uma folga de 37,12 pontos percentuais em relação à curva de aversão ao risco. No Sul, os reservatórios estavam, na quinta-feira, em 39,98% da capacidade de armazenamento, com folga de 26,98 pontos percentuais em relação à curva de aversão ao risco. Para preservar os reservatórios do Sul, o ONS continua transferindo grande volume de energia do Sudeste para o Sul. Na quinta-feira foram transferidos 2.792 MW médios.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 18h50

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