Preço de imóveis ainda não subiu

Apesar do aumento da demanda no setor imobiliário, provocado principalmente pela busca dos investidores por ativos reais, o preço dos imóveis continua estável. "Havia um grande estoque de imóveis disponíveis e eles foram suficientes para atender esse aumento da demanda. Além disso, com a redução dos níveis de renda nos últimos anos, é praticamente inviável elevar o preço dos imóveis", afirma o diretor de novos negócios da Tecnisa, Ricardo Pereira Leite. A Tecnisa é uma incorporadora que atua no segmento residencial, de médio e alto padrão. São imóveis de alto valor agregado e localizados em regiões de elevado padrão. Apesar de os preços estarem estáveis nesse momento, Ricardo Leite, não descarta que, em breve, algumas medidas podem provocar elevação dos valores por metro quadrado em São Paulo.Exemplo disso é o plano diretor, que estabelece para algumas áreas um limite mais reduzido para construção. Nesse ano há regiões que permitem a construção de um imóvel equivalente a quatro vezes o tamanho do terreno. Em 2003, essa limitação cai para três vezes e, em 2004, duas vezes. Segundo Ricardo Leite, a construtora teria que elevar o preço das unidades para garantir o ganho que tem com um imóvel de mais unidades. "É possível que isso aconteça, mas essa alta de preços teria um fôlego limitado. Com isso, é possível que os lançamentos migrem dessas regiões para outras em que essa regra não vale", afirma Ricardo Leite. Hoje, segundo ele, os preços têm sido definidos pela capacidade de compra do investidor e não mais pela variação do dólar, como era comum no passado. "Apesar da alta da moeda norte-americana, que eleva os preços de alguns materiais usados na construção, o preço dos imóveis não têm subido, pois ninguém possui renda suficiente para bancar um reajuste no preço dos imóveis, seja na compra do bem à vista ou no pagamento parcelado", afirma.Veja mais informações sobre o setor imobiliário e sobre a compra de imóveis como forma de investimento nos links abaixo.

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