Preço de matérias-primeiras influencia na 2ª prévia do IGP-M

Redução do valor da soja, trigo, milho, aves, suínos e leite levou à taxa negativa de 0,46% do índice no mercado

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

21 de agosto de 2009 | 14h38

A forte queda nos preços das matérias-primas brutas no atacado (-2,27%) levou à taxa negativa de 0,46% na segunda prévia do IGP-M de agosto. Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, os preços desse segmento foram puxados para baixo principalmente pelo comportamento das commodities agrícolas, que continuam a mostrar quedas em seus preços.

 

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Entre os destaques citados pelo economista que contribuíram para o recuo de preços mensurado pela segunda prévia estão as taxas negativas registradas em soja (-4,25%); trigo (-5,97%); e milho (-7,62%). Ele observou ainda que outros produtos agropecuários importantes no atacado mostraram quedas e desacelerações de preços, o que contribuiu para que o setor agropecuário atacadista aprofundasse seu processo de deflação (de -1,16% na segunda prévia de julho para -1,57%). É o caso de aves (-4,24%); suínos (-7,63%); e leite in natura (de 8,48% para 3,65%). "Temos vários exemplos de quedas entre os preços agropecuários. Isso dominou o resultado (da variação de preços no atacado)", afirmou.

 

Entretanto, comentou que nem todos os preços estão em queda no atacado. A deflação nos preços de bens intermediários, por exemplo, chegou ao fim, devido à queda menos intensa nos preços de materiais para manufatura (de -0,25% na segunda prévia do mês passado para -0,18%) e aumentos nos preços de combustíveis, como óleo combustível (11,50%); e querosene de aviação (3,34%).

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